Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

domingo, 1 de agosto de 2021

CONVERSAMOS COM MARCO PIRRONI, O PRIMEIRO GUITARRISTA DA BANDA SIOUXSIE AND THE BANSHEES

Por: Juliana Vannucchi e Alejandro Gomez

 A carreira de Marco Pirroni é digna de elogios. O versátil guitarrista foi uma peça fundamental e marcante, tanto no universo do Punk Rock, quanto no contexto da cena Pós-punk. Para se ter uma noção de sua significância, basta pensar que ele fez parte do embrião da banda Siouxsie & The Basnhees, que sem ele, talvez nem ao menos existisse. Confira essa entrevista inédita do Fanzine Brasil e lembre de compartilhar o conteúdo e deixar comentários.

 

1. Marco, bem-vindo ao Fanzine Brasil. Inicialmente, gostaríamos de pedir para que você nos contasse um pouco sobre sua história. Quando e como você começou a tocar guitarra? Como foi o primeiro contato com esse instrumento?

Eu comecei a aprender sozinho, como autodidata, aos 13 anos de idade, depois que um primo me deu um violão que tinha cordas de nylon muito ruins. A partir disso, precisei ler livros de tutorais e demorei muito tempo para aprender melhor.

2. Quais foram suas influências na época em que você queria se afastar da disco music?

Não queria fugir da desse tipo de música, eu gostava de disco, mas não tinha muita guitarra nesse gênero musical. Amava tudo que era glam, tipo Roxy Music / Bowie / Sparks / Sweet / Slade / John Barry / Morricone / Temas de TV e filmes.

3. Você já veio ao Brasil?

Não, já fui para o Chile.

4. Conhece algum músico ou banda brasileiros?

Não conheço nenhum, mas sei que existem bandas de metal interessantes.

5. Você se lembra do(s) primeiro(s) autógrafo(s) que deu a um fã?

Não me recordo, mas provavelmente foi quando eu estava saindo ou entrando de um show na primeira turnê que fiz com o Ants.


A primeira aparição de Pirroni no palco foi com Siouxsie And The Banshees em seu show de estreia, no Festival 100 Club Punk de 1976.

6. Qual foi o primeiro modelo de guitarra que você teve? Aliás, parece que você tem uma coleção incrível de guitarras! O que você mais procura na hora de escolher seu equipamento? Existe, por exemplo, uma determinada marca de amplificadores que você prefere? E qual é a o seu modelo favorito hoje em dia?

O primeiro modelo que tive foi um violão barato muito difícil de tocar. Eu realmente prefiro equipamentos vintage dos anos 50 e 60, não sou muito chegado em novos equipamentos que soam estéreis, pois gosto dos zumbidos e idiossincrasias de equipamentos usados. O meu modelo favorito é a Gibson Les Paul TV, ou Junior, ou Special e a maioria das coisas do tipo de um captador P90.

7. Como foi o primeiro contato que você teve com Siouxsie e Severin?

Conheci os dois num show gratuito do Queen, realizado no Hyde Park no ano de 1976.

8. Quando você começou a perceber que seguiria uma carreira na música?

Essa é uma pergunta bem  difícil, mas suponho que foi eu quando comecei a receber por isso em 1980. Antes disso, eu não ganhava nem sequer um centavo, exceto uma vez por mil dólares com o Cowboys International.

Marco Pirroni e Adam Ant.

9. O rótulo de punk era a única maneira pela qual a mídia convencional poderia categorizar a mensagem de adolescentes criativos da época. Podemos dizer que uma nova música foi construída quando o mundo queria que esses adolescentes ficassem silenciados e estagnados. A essência do punk foi criada assim. Você ainda vê esse espírito algum lugar da música de nossos tempos, levando em conta tanto o mainstream, quanto underground?

O espírito punk está em toda parte, você pode ver isso em artistas como Billy Eilish. As pessoas podem fazer discos em casa como nunca antes pudemos e a atitude antiestablishment está em toda parte nas artes!

10. Cite músicos dos quais você é fã e que o mundo inteiro deve conhecer!

St Vincent/ Idles/ Unknown Hinson / Hank William 3rd/ Wayne Hancock/ The Black Belles e vários outros que eu provavelmente só vou lembrar depois...

 

INTERVIEW WITH MARCO PIRRONI

By: Juliana Vannucchi and Alejandro Gomez

Marco, first of all, we would like to say that we greatly admire your career, you are a versatile and talented guitarist. Welcome to Fanzine Brasil!


1. Can you tell us a little about your story? When and how did you start playing guitar?

Self-taught guitar at age 13 after my cousin gave me a very bad nylon strung acoustic . Had to read tutor books took a long time.

2. Who were your influences at the time when you wanted to get away from the disco music?


Didn’t want to get away from disco, I liked Disco but not much guitar on those records. I loved all thinks glam: Roxy Music/ Bowie/ Sparks/ Sweet/ Slade/ John Barry/ Morricone/ TV and film themes.

3. Have you ever been to Brazil?

I’m afraid I haven’t, I’ve been to Chile.
 
4. Do you listen to any Brazilian musicians or bands?

I’m afraid I don’t know any, I’m told there are interesting metal bands.

5. You remember the first autograph(s) you’ve ever given to a fan?

No, it was probably leaving or entering a gig on the first Ants tour I did.

6. What was the first guitar model you had? It seems you have an amazing guitar collection! What do you look for when choosing your gear; is there a brand of amps you prefer? And what’s your favorite model nowadays?

It was a cheap acoustic very hard to play,I really prefer vintage gear from 50s and 60s, I dont get on with new equipment sounds serile to me, I like the buzzes and idiosycracies of worn in gear. My favorite model is the Gibson Les Paul, TV, or Junior, or Special and most things with P90 pickup.

7. How was the first contact you ever had with Siouxsie and Severin?

Met them at a free Queen gig in Hyde Park, in 1976.

8. When did you begin to realize there is a career in music?
 
That’s a hard question I suppose it was when I started getting paid for it in 1980. Before that I hadn’t made a penny except about a grand from Cowboys International.

9. The label of punk was the only way mainstream media could categorize the adolescent message of creativity of that time. A new sound of music was built when the world wanted them to be silent and still. The essence of punk was created. Do you still see that spirit anywhere in today’s music? Either mainstream or underground?

The spirt of punk is everywhere, you can see it in artists like Billy Eilish, people can make records at home which we never could and the antiestablishment attitude is everywhere in the arts anyway.

10. Are there any musicians you are a fan of that the world should know about?


St. Vincent/ Idles/ Unknown Hinson/ Hank William 3rd/ Wayne Hancock/ The Black Belles and many others I'll probably remember later. 

 

Pirroni has worked with Adam Ant, Sinéad O'Connor, Siouxsie and the Banshees and many others from the late 1970s to the present day.

terça-feira, 6 de julho de 2021

"NÓS SOMOS AS FLORES NA LIXEIRA": ENTENDA COMO O SEX PISTOLS MUDOU A HISTÓRIA DO ROCK

 Por: Juliana Vannucchi 

Embora haja bastante controvérsia, a maior parte da crítica especializada afirma que o Sex Pistols foi o grupo responsável pela introdução do gênero punk rock, tanto como música quanto movimento no Reino Unido. Isso aconteceu em 1975, quando a banda foi formada em Londres, composta inicialmente por Johnny Rotten no vocal,  Steve Jones na guitarra, por Paul Cook na bateria e pelo baixista Glen Matlock, que foi substituído pelo mítico Sid Vicious, no início de 1977. O sucesso musical que obtiveram foi conduzido por um nome bem familiar na história da música e da moda: Malcolm McLaren (o grande catalisador do Sex Pistols). O empresário, logo que os conheceu, percebeu que havia potencial estético e ideológico na rebeldia do grupo. E que rebeldia! Certa tarde, os Pistols invadiram os lares da maior parte das famílias da Inglaterra, através de um programa televisivo popular, e já que tocamos no assunto, narremos aqui um dos dias mais inesquecíveis (e brilhantes) da história do rock and roll:  1º de dezembro de 1976, Siouxsie Sioux (que posteriormente se destacaria com seus Banshees), os Pistols e outros punks participavam de um dos programas de maior audiência da TV inglesa, levado ao ar às cinco da tarde, a famosa “hora do chá”, em que famílias concentram-se em frente à TV. E então, durante a transmissão do programa, pela primeira vez na história, a expressão “fuck off” (foda-se) é dita diante das câmeras. O protagonista da história só poderia ser Johnny Rotten.

Sex Pistols: um grupo subversivo, composto por artistas ácidos, provocadores, inconsequentes (...)
 

No livro “O que é Punk” há um relato de um homem que garante ter atirado sua televisão na parede após escutar as palavras ditas por Rotten durante a transmissão do programa. Esse fato deixa bem claro que o Sex Pistols estava incomodando socialmente: definitivamente, não era uma banda de queridinhos ou de rockstars talentosos. Tratava-se de um grupo subversivo, composto por artistas ácidos, provocadores, inconsequentes e, claro, em total desagrado com a situação de suas vidas e de seu país.  O Sex Pistols incomodava: questionava descaradamente a autoridade da rainha e a monarquia do país e convidava a população para abandonar sua zona de conforto. 

Pouco depois de o Sex Pistols dar as caras no cenário musical britânico, bandas semelhantes começaram a surgir, e o movimento punk foi se alastrando pelo país e, consequentemente, por outros lugares no mundo. Rotten, numa ocasião, comentou o motivo social que levou o movimento a eclodir com tamanha intensidade: “A Inglaterra, no início da década de 1970, era um lugar muito deprimente. Estava completamente degradada, havia lixo nas ruas, desemprego total, praticamente todos estavam em greve… Todos foram criados em um sistema de educação que deixava bem claro que se você veio dos subúrbios, você não tinha mais a menor esperança e nenhuma perspectiva de emprego. Foi daí que surgiu a minha pessoa pretensiosa e o Sex Pistols e depois de nós uma série de imitadores imbecis”.

O Sex Pistols representou e ainda representa o sentimento de fúria e revolta de muitos jovens (...)
 

No jubileu de prata da rainha Elisabeth II, que completava 25 anos no poder da Inglaterra, a banda lançou o compacto de “God Save The Queen”, um presente inusitado para a rainha, que deixava bem clara a insatisfação da banda com o regime que estava no poder. Muitos britânicos (por mais que alguns não assumissem) abraçaram a letra e sentiram-se aliviados por alguém, finalmente, estar condenando o poder. Era uma crítica ousada que carregava trechos como “não há futuro na Inglaterra” ou “Deus salve a rainha, seu regime fascista”.

Há inúmeras bandas que só foram formadas porque seus integrantes assistiram aos Pistol
 

Foi uma banda polêmica e que até hoje divide opiniões. Odiada por muitos, amada por muitos outros. As abordagens sobre esse grupo mítico são simplesmente inesgotáveis. Há inúmeras bandas que só foram formadas porque seus integrantes assistiram aos Pistols – é o caso, por exemplo, do Joy Division. Por isso, é justo dizer que os Pistols foram muito mais do que uma mera reunião de jovens rebeldes e confusos reunidos para fazer rock and roll: foi um verdadeiro movimento social que influenciou jovens de todo o planeta e que, até hoje, conquista seguidores e fãs. Os Pistols foram corajosos, e isso já é o suficiente para torná-los bons. O Sex Pistols representou e ainda representa o sentimento de fúria e revolta de muitos jovens que se sentiam reprimidos e incapazes de construir um futuro promissor. “E ainda representam” significa dizer que muitas pessoas ainda carregam esse sentimento e, com certeza, os Pistols ainda fazem sentido no cotidiano de muita gente.

“…Never Mind The Bollocks, todos concordam, é um dos melhores discos do século XX. Pete Townshend (Guitarrista do The Who /Q Magazine – junho/96).


 

PAPIER TIGRE: A VANGUARDA ESQUECIDA DO ROCK FRANCÊS

 Por: Camilo Nascimento

Papier Tigre é uma banda de rock francesa que, em 2007, colocou a França no cenário do rock alternativo mundial. A banda não utiliza baixo em suas composições e faz um som com bastante identidade e atitude, bem difícil de passar despercebido.

Formada por Eric Pasquereau (guitarra/vocais), Arthur de la Grandiere (guitarra) e Pierre Antoine Parois (bateria), o grupo apresenta uma mistura de noise, com influências perceptíveis de Sonic Youth e do punk rock.

Papier tigre foi considerada um dos expoentes do novo rock francês, que não tem lá muita tradição, e o trio consegue realizar um som melodioso, com vocais gritados, harmonia criativa e ao mesmo tempo soar contemporâneo, sonoridade que resulta no feito importante de conseguir colocar a França como referência no cenário mais alternativo do rock.

É um estilo de música visceral

Não é um som aconselhável para quem gosta de músicas redondinhas ou tem o ouvido sensível. Num primeiro momento o som parece incomodar, mas em seguida ele surpreende e começa a fazer sentido. Um trabalho não convencional que vale a pena ser escutado. Nesse âmbito, a criatividade é a grande marca da banda, cujas músicas possuem uma identidade única, tanto em melodia quanto em letra. É um estilo de música visceral, mesmo em suas versões acústicas.

A banda francesa possui um total de quatro álbuns:  Papier Tigre (2007), The Beginning And End Of Now (2008), Recreation (2012) e The Screw (2016). Não existe informação além desses álbuns nos canais oficiais, e a última informação de agenda de shows está parada em 2018. Não temos muita informação da banda, porém existem alguns vídeos pela internet e nos streamings de áudio.

Eles passaram pelo Brasil em 2008, tocando em festivais como Porão do Rock (DF) e Calango (MT).

A Papier Tigre é uma banda charmosa em seu som, mérito dos franceses, e apesar de a maioria das músicas serem em língua inglesa, eles definitivamente representam um recorte da cena da França desse período. Um grupo para guardar na cabeceira da cama, como aquele pecado escondido.


sexta-feira, 25 de junho de 2021

PAM HOGG: A MODA COMO CAMINHO PARA A SUBVERSÃO DE VALORES

 Por: Juliana Vannucchi

Ilustrações: Marcelo Badari

O Fanzine Brasil teve o privilégio de conversar com Fernanda Damasceno, talentosa designer e pesquisadora de moda, com Sana Mendonça e Lauren Scheffel,  pesquisadoras e comunicadoras de moda alternativa.  Sana é criadora e autora do site “Moda de Subculturas” (http://www.modadesubculturas.com.br/), do qual Lauren é coautora. Nesse riquíssimo espaço, elaboram e disponibilizam textos diversificados sobre vários aspectos ligados à moda. Um dos materiais mais elogiáveis que o trio elaborou intitula-se “Punk e Fetichismo: Conheça a história da estilista Pam Hogg”. Com bastante segurança, podemos afirmar que esse é o material mais completo em língua portuguesa sobre a fashion designer Pam Hogg, e além de ele possuir um viés biográfico, também oferece precisas leituras sobre o trabalho e a carreira da criativa estilista. Foi através desse rico texto que eu conheci Sana, Fernanda e Lauren. Eu as convidei para uma conversa reflexiva especialmente focada nas produções da Pam, para que elas nos ajudem a conhecer e entender melhor o trabalho dessa subversiva e cultuada estilista escocesa. 

Embora a fashion designer Pam Hogg tenha raízes provindas do universo underground, ao longo do tempo ela, merecidamente, também obteve reconhecimento da grande indústria da moda. Pam sempre foi extremamente autêntica em suas criações e jamais abandonou a ideologia D.I.Y. que, até hoje, está essencialmente presente em suas produções estilísticas. A famosa designer também é autodidata e chegou a declarar que nunca estudou moda e por isso não segue regras específicas, fato que a faz trabalhar de uma maneira livre, espontânea, diferente e em contraponto com as imposições e exigências da grande indústria. Em suas peças são usados materiais bem variados, e suas inspirações são igualmente diversificadas. Todos esses aspectos fazem de Pam Hogg uma das mulheres mais inspiradoras, brilhantes e geniais de nosso tempo. 

Atualmente, além do seu trabalho na moda, ela se mostra engajada em questões políticas e sociais e, inclusive, em mais de uma ocasião, já demonstrou seu inconformismo em relação ao deplorável e medonho governo de Jair Bolsonaro. Em 2020, tive a oportunidade de fazer uma brevíssima entrevista com ela por intermédio do Zine Última Quimera. Quando perguntamos sobre o efeito que seu trabalho pode causar nas pessoas, ela respondeu: “Eu ofereço um jeito de olhar para as coisas e espero que a visão através dos meus olhos ressoe, conecte e inspire (...) Eu me esforço até que seja atingida por um momento de alegria e, assim, sinto que estou dando algo para as pessoas”. 

"Eu ofereço um jeito de olhar para as coisas e espero que a visão através dos meus olhos ressoe, conecte e inspire (...) Eu me esforço até que seja atingida por um momento de alegria e, assim, sinto que estou dando algo para as pessoas”.

SUBCULTURA, INDÚSTRIA DA MODA, ARTE E OUTRAS REFLEXÕES:

1. A primeira pergunta de nosso diálogo é direcionada para as três entrevistadas: gostaria de saber como vocês conheceram a Pam Hogg.

Sana: Não possuo lembrança de um momento específico em que tomei conhecimento da Pam Hogg, provavelmente eu a vi em alguma revista de moda mainstream e, logo depois, passei a acompanhar desfiles e matérias sobre ela pela internet, essa é a lembrança mais antiga que tenho. 

Fernanda: Conheci o trabalho da Pam Hogg em 2015 por meio da modelo e fotógrafa Alice Dellal, que é uma das modelos recorrentes nos desfiles da Hogg.

Lauren: Já faz um bom tempo, foi em alguma matéria sobre a estilista e num veículo de moda internacional, porque na mídia brasileira Pam é pouco conhecida ou comentada.  

2. Qual é o aspecto das produções estilísticas da Pam que mais chama a atenção de vocês? 

Sana: Para mim é a criatividade, o conhecimento técnico em tecidos e modelagem, porque quem costura sabe que não é nada fácil fazer a união de tecidos e a complexidade de recortes que ela apresenta nas peças.

Fernanda: Deixando a estética punk um pouco de lado, diria que a conceitualidade e a criatividade são o que mais atraem minha atenção nas produções da Hogg. Muitas vezes os seus designs extrapolam o utilitarismo, ou seja, o sentido básico do vestuário, adquirindo um lado mais alegórico e performático, cheios de discursos e questionamentos, afinal a moda não é só sobre roupas. 

Lauren: Quando vi pela primeira vez, chamou-me a atenção a estética alternativa de suas peças, inclusive a dela própria. O bom da moda alternativa é que não se tem limite na criação e as pessoas vão usar aquilo que foi apresentado. A Pam usa e abusa disso.

"Pam tem bastante afinidade com a cultura punk, pós-punk, fetichista e o club wear, embora crie coleções a partir de sua própria perspectiva criativa sobre estes grupos". (Sana)

Sana:

FZNBR: Inicialmente, gostaria que você apresentasse o site “Moda de Subculturas” aos nossos leitores. Qual é o objetivo desse espaço e como surgiu a ideia de criá-lo?

Sana: O Moda de Subculturas foi fundado em 2009, a partir de uma comunidade que eu tinha no Orkut desde 2006, chamada “Subculturas e Estilo”. Percebi que não havia um blog no Brasil que abordasse de forma aprofundada a estética usada pelas tribos e subculturas sob a perspectiva de uma bacharela em Moda. Tornou-se assim um blog pioneiro e independente sobre moda alternativa, sua relação com as subculturas, a história da moda e a moda mainstream.  

FZNBR: Sana, você poderia explicar o que significa a palavra “subcultura”?  

Sana: Existe um histórico sobre a palavra ‘subcultura’, mas como toda pesquisadora, escolhi uma linha teórica a partir de autores que considero que fazem uma boa análise da realidade, portanto uso o significado sociológico de subcultura como culturas menores presentes em culturas maiores, possuindo valores, crenças, normas, padrões de comportamento, símbolos e representações que se diferenciam da cultura maior.

FZNBR: Gostaria de saber sua opinião a respeito do último trabalho da Pam, chamado “Will There Be a Mouring/Morning”, realizado no início de 2020. A própria Hogg, aliás, já comentou que esse nome soou um tanto profético, tento a vista a pandemia que nos assolou em 2020...

Sana: Como todos os outros desfiles anteriores dela, eu apreciei muito! Pam Hogg é interessada em questões sociais e se utiliza da visibilidade de seus desfiles para comunicar seus posicionamentos. No primeiro look de “Will There Be a Mouring/Mourning”, ela já manda o recado da coleção: "Não existem direitos humanos num planeta morto". Ao longo da coleção, as características de sua marca estão lá: tule, vinil, chapéus imensos, a união de tecidos diferentes numa mesma peça, o conhecimento técnico. Podemos traçar, sim, um paralelo do desfile com a pandemia, já que esta surge a partir da exploração sem limites do homem sobre a natureza, e podemos a partir da perspectiva brasileira confirmar sua ‘premonição’, visto que os pretos, os pobres e a classe trabalhadora que não possuem o privilégio de ficar em home office têm tido seus direitos humanos negados.

FZNBR: De que maneira Pam Hogg se relaciona com o universo da subcultura? Quais são os principais pontos em comum entre a vida/carreira da estilista escocesa e esse meio?

Sana: Hogg estudou Belas Artes, na década de 1970, quando alguns clubes exigiam que seus frequentadores entrassem apenas se tivessem um visual diferenciado. Para ser aceita, ela usou sua habilidade de criar as próprias roupas e logo estaria vendendo para os amigos que faziam parte da cena alternativa, como ela. Pam tem bastante afinidade com a cultura punk, pós-punk, fetichista e o club wear, embora crie coleções a partir de sua própria perspectiva criativa sobre estes grupos.

Fernanda:

FZNBR: Poderia nos contar um pouco sobre a coleção “Courage”, de 2014, enaltecendo sua relevância social e sua motivação política?

Fernanda: Courage, além de uma coleção, é um manifesto político em apoio à libertação do grupo russo de ativistas Pussy Riot, que teve três de suas integrantes presas e condenadas em 2012, após protestarem em uma catedral de Moscou contra a candidatura do primeiro-ministro à presidência da Rússia, Vladimir Putin. Ao mesmo tempo,  Courage também é uma celebração à coragem e à individualidade, sendo uma homenagem à comunidade gay, que tanto inspira e apoia o trabalho da Hogg. A coleção é permeada de simbolismos, referências e mensagens, como "This collection is not for sale", que certamente a fazem ser uma das coleções mais emblemáticas da carreira da Pam Hogg desfiladas na London Fashion Week. 

FZNBR: Gostaria que você comentasse sobre uma passagem do texto sobre a Pam, em que vocês escreveram: “Para Pam Hogg, não há separação entre moda, música e arte”.

Fernanda: Embora saibamos que sim, há uma separação entre esses campos, para a Hogg essa separação é muito mais sutil, e creio que isso se deva ao fato de que, antes de ser uma designer de moda, cantora e cineasta, ela é uma artista, o que lhe confere mais liberdade e meios para expressar e experimentar sua arte, fazendo essas costuras entre os mais variados campos culturais.

FZNBR: Eu gostaria de saber o que significa “indústria da moda” e se esse conceito se opõe à cena underground. É possível fazer parte de ambos? Ou esse mercado, de alguma maneira, impossibilita a livre criação? A Pam já chegou a declarar que rejeita muita coisa que faz parte da indústria da moda... 

Fernanda: A indústria da moda é um termo bem amplo e complexo que envolve todos os setores e profissionais que estão ligados às atividades econômicas, sociais e de outros cunhos que tenham ligação com a moda. Quando se trabalha, principalmente para grandes empresas e conglomerados, o profissional criativo tem que seguir as demandas do mercado, como se basear em tendências e criar em grande escala de produção, e isso acaba limitando bastante a liberdade criativa de qualquer profissional de qualquer indústria, seja ele da indústria da moda, do cinema, da música ou da arte. Assim é sabido que a indústria da moda precisa urgentemente de mudanças e melhorias em toda sua cadeia de produção, e acredito que nomes de peso da moda, como o da Vivienne Westwood, Stella McCartney, Pam Hogg, entre outros estão levantando suas bandeiras em prol de uma indústria mais ética e justa.
Para quem quiser entender um pouco mais sobre o funcionamento da indústria da moda, eu indico os documentários “The True Cost”, de 2015, “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, de 2019, e a minissérie “Halston”, de 2021, baseada na vida do estilista Halston, que nos permitem visualizar de maneira ampla como funciona o mercado de moda.

FZNBR: Na sua opinião, qual é a principal característica, a grande assinatura das criações da Pam Hogg?

Fernanda: Eu acho que a ousadia e a irreverência em suas criações são definitivamente a sua marca registrada. Essas características que sempre norteiam suas produções vão da diversidade de modelos levada para a passarela da London Fashion Week à explosão de brilho e cor de seus designs.

(...) acredito que nomes de peso da moda, como o da Vivienne Westwood, Stella McCartney, Pam Hogg, entre outros estão levantando suas bandeiras em prol de uma indústria mais ética e justa". (Fernanda)

 

Lauren:

FZNBR:  Tem alguma coleção da Pam em particular que seja a sua favorita?

Lauren: Ui, pergunta difícil! Vou ficar com o desfile que citamos no MdS, o Outono-Inverno 2016. Tem muito preto, vinil, tachas, spikes e os maravilhosos macacões. Mas também gosto muito das peças com mensagens de protesto que vemos com frequência nas suas coleções.

FZNBR: Logo no início do texto que vocês escreveram sobre a Pam Hogg, há uma definição muito boa a respeito dela: “rockstar e rebelde”. Em que sentido, exatamente, ela pode ser considerada uma fashion designer rebelde?

Lauren: Como colocado no mesmo texto: “é uma das poucas estilistas do mundo que produz ela mesma todas as roupas”. É isso! Os estilistas são presos ao mercado. Por ela ser alternativa e criar uma moda nesse segmento, tem a liberdade e a rebeldia de ir contra as regras da indústria. Pam pode fazer a sua coleção sem precisar saber qual será a próxima moda; pelo contrário, ela é quem cria moda.

FZNBR: Você poderia explicar quais são as principais características do estilo punk/fetichista que faz parte da estética da Pam Hogg?

Lauren: O uso de tachas, spikes, telas, amarrações, correntes, vinil, PVC e peças pretas.

FZNBR: Para encerrar, gostaria que você refletisse sobre o que a Pam simboliza para o universo feminino, visto que no site oficial dela consta que um componente marcante em sua trajetória foi a criação de “roupas não convencionais para mulheres confiantes”.

Lauren: Eu diria que o que mais a Pam simboliza no universo feminino é o seu trabalho como artesã, um ofício que a deixou super independente e criativa, algo que deveríamos valorizar demais! Essa é uma forma de sobrevivência que não explora o meio ambiente e nem o ser humano, principalmente a mulher. Hoje em dia, esse tipo de atitude é mais rebelde do que a criação da peça em si, pois praticamente tudo já foi feito na moda.

"O que mais a Pam simboliza no universo feminino é o seu trabalho como artesã, um ofício que a deixou super independente e criativa, algo que deveríamos valorizar demais". (Lauren)


 Sobre as entrevistadas:

Sana Mendonça

Bacharel em Design de Moda, estilista de moda alternativa e produtora de conteúdo sobre moda e história da moda para mídias impressas e digitais. Pesquisa e escreve sobre moda alternativa, tribos e subculturas no blog, na revista e nos zines do Moda de Subculturas. É acadêmica na UFSC, tendo como objeto de estudo a relação entre história, moda e exposições.


 

Fernanda Damasceno

Formada em Design de Moda, sempre que possível dedica-se a pesquisas sobre moda, arte e história. Nos últimos anos, trabalhou com criação, curadoria e produção de moda.


Lauren Scheffel

É produtora de conteúdo para a web. Pesquisa moda e subculturas musicais. Colaboradora do blog Moda de Subculturas desde 2012. Cursou Design de Moda na UCAM e fez extensão em Jornalismo de Moda.


 

Conheça o site Moda de Subcuturas e confira suas redes sociais:

Site: http://modadesubculturas.com.br
Instagram: http://instagram.com/modadesubculturas
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Moda-de-Subculturas

Agradecimento especial: 

Marcelo Badari

Para conhecer melhor o trabalho do ilustrador, acesse: 

 https://marcelobadari.com/


domingo, 20 de junho de 2021

RÁDIOS UNDERGROUND: SINTONIZE ESSA IDEIA

Por: Juliana Vannucchi

O Fanzine Brasil, honrosamente, costuma abrir suas portas para diversos músicos, bandas, desenhistas e pintores que compõem a vasta cena underground de nosso país. Hoje, no entanto, o protagonista do site é outro. Estamos aqui para falar sobre as rádios independentes que, aliás, lembremos, são um meio de comunicação simplesmente indispensável e de imenso valor para que o universo underground possa, alguma maneira, poder se sustentar.

A internet inovou as relações humanas e as formas de comunicação em vários aspectos. Uma das mudanças causadas por ela foi que, a partir das diversas ferramentas que disponibiliza, ela permitiu, por exemplo, que o DIY fosse, mais do que nunca, praticado a partir de um leque de possibilidades. Fanzines, álbuns, filmes e várias outras produções autorais se inventaram e se reinventaram nas redes. Ademais, a maior parte dos meios de comunicação mais tradicionais e conhecidos do mundo também migrou para a internet. Dentre esses meios, encontram-se as rádios e, nesse caso, tanto as mais populares quanto as underground - ou independentes, sempre inspiradas no DIY - podem ser encontradas no mundo virtual.

Existem inúmeras web rádios desse gênero que contribuem imensamente para a disseminação da cultura, além de oferecerem espaço e oportunidades para bandas autorais. É importante dizer que elas, de maneira geral, oferecem conteúdos mais enriquecedores do que as rádios grandes e tracionais que, embora tenham seus respectivos valores, estão sempre, de uma maneira ou de outra, atreladas a necessidades e imposições mercadológicas que certamente acabam por colocar limites e regras em muitas iniciativas. A submissão à indústria trava a autonomia. Esse tipo de limitação, contudo, não é um aspecto presente nas alternativas que, embora possam ter suas dificuldades, carregam a liberdade e autogestão como principais elementos constituintes. Em relação aos aspectos que destacam as rádios alternativas das tradicionais, Nilton Vieira, da Rádio Alternativa Rock, reflete: “A principal diferença nossa de uma rádio tradicional é a coragem em colocar para tocar novos sons e novas bandas. As rádios tradicionais, além do medo,  sentem-se inseguras e por isso ficam sempre com a receita de tocar clássicos apenas para não perderem ouvintes e patrocinadores. Nunca trocam o certo pelo “duvidoso”, não saem da zona de conforto. Outra diferença é o amor pela música, pelo rock, as pesquisas que fazemos, sempre procurando algo novo que pode ser revolucionário, surpreendente como foi em épocas passadas. As tradicionais só se preocupam com dinheiro. A liberdade também é outra diferença em relação às tradicionais. Não temos liberdade desorganizada, monta-se um padrão e aí de forma muito organizada fazemos uso da liberdade criativa, da coragem e do novo. Criar, inovar, ousar por aqui é requisito básico. Já nas FMs, esses requisitos podem inclusive atrapalhar o profissional, como já comentei anteriormente, devido ao medo de deixar de ganhar dinheiro, apostando em algo que não é certo “ainda”. Monta-se pelos “velhos” profissionais, principalmente pelos diretores das rádios, esse padrão das FMs errôneo para os dias de hoje e que acabam passando para as próximas gerações de profissionais”.

É também válido destacar que há uma importância imensa na união entre as web rádios. O mutualismo é fortalecedor para toda a cena underground. Sobre esse apoio conjunto, Ricardo Drago, da Mutante Rádio, comenta: “Somos web rádios muito pequenas, mas juntas somos gigantes, podemos fazer muito, temos muitos parceiros em web rádios, trocamos programas, é algo que não tem mais volta, as web rádios vieram para ficar e ampliar a boa música”. Em relação a essa mesma questão, Yuri Braule, criador da web rádio Rock no Pinheiro, declarou ao nosso site: “Acredito que uma cena unida é capaz de tudo, daí a importância que as bandas independentes se unam cada vez mais. A partir do momento em que bandas se unem, públicos se unem e, quanto mais os públicos se unem para conhecer e apoiar bandas novas, mais a cena cresce e fica melhor.

Selecionamos cinco web rádios que adoramos e que indicamos aos nossos leitores. Confira nossa lista, siga as rádios nas redes sociais, escute a programação e apoie esses projetos autorais! 

Rádio Alternativa Rock:

A Rádio Alternativa Rock surgiu em 2015, justamente para fugir da mesmice da maioria das outras rádios rock que só tocavam as mesmas bandas, mesmos sons, sem pensar no futuro do rock, numa renovação necessária para o estilo. Nossa ideia inicial era preencher 50% da programação com músicas de bandas novas, autorais e independentes para incentivar os ouvintes a conhecerem novas bandas e sons. Hoje estamos com 80% da programação só com bandas independentes, o que mostra que a cena independente tem crescido muito, e o mais importante, com muita qualidade e competência. Sons cada vez mais de primeira qualidade e que poderiam tranquilamente tocar em qualquer rádio. 
 
 

Acesse: https://www.radioalternativarock.com/

Web Rádio Resistência:
 
A Web Rádio Resistência tem o intuito de divulgar produções fonográficas brasileiras. É gerenciada pelo "Coletivo Resistência Sobral - CE", que marca presença também no YouTube e no Spotify, utilizando essas duas plataformas para apoiar bandas nacionais e disseminar cultura. A WRR recebe materiais de bandas independentes e possui uma programação rica e diversificada. 
 


Acesse: https://heylink.me/resistencia/

Mutante Rádio:


A Mutante Rádio nasceu em abril de 2016, são cinco anos tocando música independente / alternativa / underground. A Mutante é um grupo de amigos que foi se ampliando, um convidando o outro, e hoje é realmente uma grande família. Seus programas abrangem quase todos os gêneros, do metal ao ska, do indie ao punk rock, do folk ao mais obscuro underground!
 
Somos mais de 100 Mutantes, espalhados pelo Brasil todo. Temos Mutante em Londres, em Portugal, em Buenos Aires e na Alemanha. Tentamos ser um espaço onde aquela banda que gravou sua primeira canção sabe que vai ser ouvida. Temos uma série de programas chamada DEZGOVERNADOZ, que vai ao ar todos os dias, de segunda a segunda, tocando só música independente / alternativa / underground. Para sua música tocar nesse programa, é só enviar um e-mail com sua MP3, teremos o maior prazer em tocar suas canções. Nossa visão de web rádios é a mais simples possível, se você estiver ouvindo a Mutante, se você estiver ouvindo a Frida Rock de Porto Alegre, a Resistência do Interior do Ceará ou ouvindo a Indie Go, nossa parceira na Argentina, você indiretamente vai estar ouvindo a Mutante e vice-versa. Para nós, se você ouve uma web rádio, você está ajudando a transformar cada vez mais a música em algo incrivelmente democrático, principalmente nos dias de hoje.
 
 
Acesse: https://www.mutanteradio.com/
 


Rock no Pinheiro:

O Rock no Pinheiro foi fundado no dia 13 de janeiro de 2020 e a princípio começou como um projeto de TCC na pós-graduação de Jornalismo 4.0. O intuito foi falar sobre o rock em Curitiba e Região Metropolitana através das redes sociais e de seu podcast, dando assim uma visibilidade para o gênero na região.
 
Após a apresentação final e a grata surpresa do projeto ter recebido nota 10 na banca, o Rock no Pinheiro seguiu adiante, sempre trazendo os "pinheiristas" junto consigo e buscando falar sobre os shows (quando havia), as lives, os lançamentos e tudo que envolvesse o rock na região. Além disso, com o nosso podcast, podemos entrevistar diversos artistas, donos de bares, produtores, imprensa e fãs para falar sobre o contexto do rock em vários assuntos, como as mídias voltadas para o gênero, a perspectiva das bandas e o que mudou no meio musical com essa pandemia.

Em outubro de 2020, o Rock no Pinheiro recebeu o convite da Gralha azul FM para trazer o primeiro programa de rádio voltado para o rock na história de Araucária/PR, estreando assim no dia 26 do mesmo mês.

Agora, o Rock no Pinheiro é um programa que acontece de segunda a sexta, das 22h às 0h, na 87,9 FM de Araucária e também sendo transmitido em gralhaazulfm.com.br e no aplicativo para Android da Gralha azul FM.

Em nossa programação, trazemos notícias voltadas para o rock, os principais lançamentos e entrevistas com diversos músicos e bandas, além de dedicar pelo menos um terço da programação do dia para o rock independente, conhecido no programa como "bandas pinheiristas".
 
 

 Acesse: https://linktr.ee/rocknopinheiro


Nosso Rock:
 

O Nosso Rock é um projeto universitário que visa apoiar, valorizar e dar voz à cena underground nacional. Muito além de abrir espaço para as bandas do cenário underground, o programa propõe um bate-papo sobre temas importantes desse local. Cada episódio conta com um tema para debate, assim, os artistas que participam podem expor suas ideias e, dessa forma, ajudar na construção de uma cena melhor e igualitária.


Acesse: https://www.uninter.com/radioweb/
 


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