Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

segunda-feira, 18 de março de 2019

ENTREVISTA COM KNOX CHANDLER:

 Por: Vannucchi e Marinho


Músico, compositor e produtor, Knox Chandler é um nome conhecido na cena musical pela sua contribuição nas últimas três décadas com grandes artistas, tal como The Siouxsie And The Banshees, R.E.M, Psycodhelic Furs, Depeche Mode e Cyndi Lauper.
Com uma lista extensa de colaborações no curriculum, Knox contou bastante coisa interessante sobre sua notável carreira musical nesse bate-papo exclusivo conosco


1. Como e quando você começou a tocar guitarra?

Quando eu tinha aproximadamente sete anos. Eu escutei um guitarrista clássico tocando numa igreja em que eu estava tendo minhas aulas de flauta. Imediatamente mudei para guitarra.

2. Você se lembra do seu primeiro show? Poderia nos contar um pouco sobre como foi?

Eu tinha provavelmente oito anos. Foi uma apresentação numa escola especial de música. Eu vomitei antes de continuar. Foi terrível. Eu não fiz outro show até que eu estivesse no ensino médio e, naquele tempo, era como um meio de socializar.

3. Ao longo de sua trajetória, você tocou com vários artistas diferentes. Qual foi o momento mais importante da sua carreira?

 Foi um encontro e trabalho realizado com Gary Windo, por volta de 1982. Ele era um saxofonista que eu amava e sempre foi meu mentor. Ele me apresentou ao Psychedelic Furs.

4. Como foi sua experiência com o Lou Reed? O que achou dele?

 Eu nunca fiz uma turnê com o Lou. Alguém fez uma página sobre mim na Wikipédia, mas errou em certos pontos, assim como a minha idade. Eu nasci em 1958, você faça as contas.

Eu toquei com o Lou em um dos tributos de Hal Willner. Em um dos shows do Doc Pomus, fizemos um dueto, esse foi um dos meus momentos mais favoritos no palco. Lou era um amigo. Ele era uma excelente pessoa. Muito engraçado. Fala o que pensava e era muito honesto...

A última vez que o vi, tivemos um jantar em um lugar elegante em Nova York. Nós rimos pra burro enquanto os patrões franziam a testa...

5. Você tocou vários instrumentos diferentes no Paper Monsters. Acredita que tenha sido o trabalho mais desafiador de sua carreira?

Um dos maiores! Eu escrevi a música, bem como fiz os arranjos de cordas, toda gravação e a mixagem. Foi um trabalho muito focado. O humor do David e do Ken Thomas tornou a ocasião divertida!

6. Você pode nos contar como se envolveu com o ‘Automatic for the People’, do R.E.M?

Richard Butler (PFurs) e eu gravamos uma faixa com o Peter Buck para um tributo ao Nick Drake. Essa faixa era “Pink Moon”. Durante a gravação, o Richard cantou uma parte e eu a interpretei, cantou uma parte e eu a interpretei, e tornou o violoncelo a ideia principal em toda a peça. Um pouco mais tarde, recebi um telefonema do Peter dizendo que ele havia escrito uma música em torno do riff do violoncelo e queria que eu gravasse no próximo registro do REM. Essa música tornou-se “Sweetness Follows”. Passei alguns dias em Bearsville com eles. Ótimas pessoas.

7. Você tocou com os Banshees numa ocasião muito especial, que foi a turnê do “Seven Year Itch”. Como você se sentiu participando desse momento?

Originalmente, me juntei à banda em 1994 e depois continuei trabalhando com a Siouxsie e com o Budgie após a turnê do The Rapture, então voltar a tocar com eles posteriormente foi muito natural pra mim – eles eram uma família. Foi muito divertido retornar com todo mundo junto e tocando músicas que eu não havia tocado anteriormente. Eu senti falta do Martin, tanto como músico quanto como pessoa. Eles decidiram ser mais despojados, como eram no início da carreira.

"A música é a linguagem universal que nos conecta. Uma conexão mais necessária nos dias de hoje".

8. E como aconteceu o convite para participar do Seven Year Itch? Foi fácil tocar todas as faixas que compunham a playlist?

Nós aprendemos muitas músicas que eram constantemente colocadas aleatoriamente no bis. O material deles é complicado. Você precisa realmente seguir o vocal e saber as músicas. Há alguns arranjos não convencionais As partes do John Mcgeoch tem artimanhas bem divertidas. Eu amei a experiência de trabalhar com eles! Às vezes desafiador, e sempre muito musical.

9. Quais são suas principais influências (não me refiro apenas ao meio musical, sinta-se livre para mencionar qualquer tipo de influência – atores, livros, autores, poetas, filmes, etc).

Essa é uma questão tão potente. Eu a entendi, mas respondê-la exigiria volumes de páginas e eu iria pelo “buraco do coelho” nesse processo de resposta. Muitas coisas diferentes influenciam e me influenciaram nos últimos 59 anos. A única resposta que posso dar agora, na minha vida, é Berlim. Berlim é minha principal influência hoje.

10. Eu vi que você toca violoncelo tanto quanto toca guitarra. Alguma vez você já tocou com o Martin McCarrick? Qual é a sua opinião sobre o violoncelo eletrônico que ele usa nos Banshees (tipo em ‘Killing Jar’)?

Eu nunca toquei com o McCarrick. Ele é um músico incrível e um violoncelista muito realizado e eu não sou. O Richard Butler me falou para pegar o violoncelo para tocar na turnê “The Book of Days”. Eu tinha tocado contrabaixo, o que era um pouco familiar, mas aprender o violoncelo em um mês foi um desastre. O Richard me deu um empurrão e me apoiou na frente de milhares de fãs por noite. Por padrão, eu acabava melhorando. Eu não sou violoncelista, pelo menos na companhia de Martin. Eu simplesmente adorava ver Martin tocar… e ainda é assim.

11. O que aconteceu com o Bug? Você e o Budgie estão gravando algo novo no momento? Irão gravar algo no futuro?

Ainda está flutuando por aí. Estamos conversando sobre fazer mais algumas coisas algum dia. Um dos problemas pra isso é o fato de que o Mark Plati está em Nova York e estamos aqui (Berlim). Estamos todos muito ocupados ultimamente. Gostaria muito de fazer um CD e fazer shows. Rola sempre uma boa química quando nos juntamos.

12. Quais são seus projetos atuais e planos para o futuro?

Estou fazendo minhas coisas de “fitas de som” e eu também tenho um projeto com o Eric Mingus chamado “Bursting Blue Bone Bark” que, às vezes, inclui o Earl Harvin. Eu toco com cerca de meia dúzia de bandas aqui e tenho feito algumas sessões e um pouco de arranjos de cordas. Todo esse trabalho que eu amo! Eu ensino e sou o chefe do departamento de guitarra em uma faculdade aqui, além de trabalhar com meus mestres na educação superior. Eu tenho outro projeto sobre o qual eu estou pensando, mas, por enquanto eu estou mantendo isso comigo!

PERGUNTAS ENVIADAS POR FÃS:

1. Como eu sou um grande fã de R.E.M. eu faço a seguinte pergunta: Como era a convivência com os integrantes da banda, em especial com o Michael Stipe? Ele era uma pessoa de fácil convívio? (Pergunta enviada por Jonas de Lara Ramos Junior)

Eu achei que havia muito respeito de um para o outro e todos pareciam se dar bem. O Michael foi ótimo! Eu o encontro de surpresa em Berlim de vez em quando. Sempre divertido.

2. Eu gostaria de saber quais são as suas lembranças a respeito da gravação de “New Skin” com os Banshees e se há mais alguma gravação da qual você tenha participado e que não tenha sido lançada. (Pergunta enviada por Costas Christodoulopoulos)

Estávamos no meio de uma turnê e tivemos que gravar a música o mais cedo possível. Nós entramos em um estúdio em Praga e o Budgie e eu estabelecemos o caminho básico, e depois todos nós adicionamos algo. Eu só me lembro de fazer um overdub, na sala de controle, e toda vez que eu acertava uma nota na guitarra, os medidores de volume faziam algo estranho. Todos tentamos descobrir o que estava acontecendo até percebermos que o quadro estava infestado de formigas! Toda vez que o medidor se aproximava, cerca de duas dúzias de formigas correriam.

3. Quais álbuns que você tem como principal referência? (Pergunta enviada por Carmina Usher)

Essa é uma questão impossível de responder. Tem muitos em gêneros diferentes e também depende do dia. Hoje estou me sentindo “Travelin”, do John Lee Hooker.

4. Existe alguma banda ou artista que você não tenha trabalhado e que ainda deseje fazer uma parceria? (Pergunta enviada por Fabrício de Almeida)

Se você está me perguntando com quem eu gostaria de trabalhar, a resposta seria: “eles estão todos mortos”. Há alguns artistas vivos que sempre me surpreendem. Estou aberto.

5. Você pode, por favor, nos contar sobre sua colaboração com o Dave Gahan do Depeche Mode e como você começou a trabalhar com ele? (Pergunta enviada por Simon Davies)

O Victor Indrizzo me colocou junto com David. O David queria compor algumas coisas, e aceitando a sugestão, fomos em frente. Teve uma conexão. Ele nunca compôs antes. Conversamos muito sobre isso. A música, a escrita lírica, os estilos, etc… Passamos quatro anos no projeto. Naquela ocasião, o David também estava no Depeche, em que ele me chamou para fazer o arranjo de cordas. Eu estava viajando com os Banshees e gravando/fazendo turnês com a Cyndi Lauper, mas arranjamos tempo. Quando registramos a gravação, tive que parar tudo e colocar todo meu foco em “Paper Monsters”. Adorei trabalhar com o David. Ele é muito talentoso e é maravilhoso estar por perto dele. Me faz muito feliz de ver que ele está tendo suas músicas nos álbuns do Depeche Mode, assim como continuando suas próprias composições.

"Tenho sorte. As pessoas queriam que eu levasse algo para as músicas delas. Não importava o quê fosse..."

6. Como foi sua participação no Anima Animus, do The Creatures? Poderia nos contar um pouco como foi trabalhar ao lado da Siouxsie e do Budgie? (Pergunta enviada por Sílvia Fernandes)

Eu simplesmente amei trabalhar com eles!!! Ficamos nós três na França, junto com o Steve Lyons, que era coprodutor e engenheiro. Durante essa período, a música nunca parou. Eu ia dormir com os sons e acordava com eles. Nós nos instalamos em diferentes salas e experimentamos um pouco. Foi realmente especial. Minha memória favorita dessa ocasião foi quando a Siouxsie entrou no quarto enquanto eu trabalhava em alguns overdubs e me pediu para fazer com que o som da minha guitarra soasse como uma frigideira de ovos. Isso foi fácil, uma única tomada.

7. Qual o melhor guitarrista do rock na sua opinião ou qual guitarrista serviu como grande influencia para que você aprendesse a tocar este instrumento? (Pergunta enviada por Jorge Luiz Vegas Assumpção)

Acho esta questão difícil de ser respondida. Se fosse uma única escolha, eu diria Hendrix.

8. Por favor, nos conte sobre como eram os shows dos Banshees na América do Sul em comparação com o Reino Unido e a Europa. Por exemplo, os Banshees são extremamente populares no Brasil e os fãs costumavam correr muito no palco, algo que não acontecia tanto na Europa – e a Siouxsie parecia gostar! (Pergunta enviada por Allison Bushnell)

As plateias da América do Sul são legais. Nós as amamos. Eu também toquei por lá com a Cyndi e me senti da mesma forma. Valeu, América do Sul!!!

 9. Na sua opinião, qual é o significado da estética na condição humana? (Pergunta enviada por Jesus Casagrande)

A música é a linguagem universal que nos conecta. Uma conexão mais necessária nos dias de hoje.

10. Além de música, o que mais você gosta de fazer? (Pergunta enviada por Jhonny Hauer)

Dar entrevistas? Estou brincando. Viver, é o melhor que posso resumir. Acabei de voltar das minhas primeiras férias sozinho. Eu fiz um passeio de bicicleta até o mar Báltico por uma semana. Não sabia para onde estava indo. Sem internet. Apenas livros, bicicleta e natureza. Foi a primeira vez que fiz isso. E, quando cheguei em casa, não queria terminar comigo mesmo.

11. Das bandas das quais participou, como The Creatures e The Psychedelic Furs, qual foi o seu grau de participação na criação das músicas? Deixavam adicionar algo ou a inspiração ficava a cargo dos outros membros das mesmas? (Pergunta enviada por Rafael Cloudwave)

Mesmo quando os artistas entravam com músicas finalizadas, eles ainda queriam minha contribuição musicalmente, pelo menos na maioria das vezes. Tenho sorte. As pessoas queriam que eu levasse algo para as músicas delas. Não importava o quê fosse, eu sempre fiz parte dos projetos. Eu gosto disso.

terça-feira, 5 de março de 2019

THE MARBLE INDEX - NICO:

Por: Vannucchi

O primeiro álbum solo da Nico que eu conheci foi o The Marble Index, de 1968, produzido pelo talentoso John Cale. Antes de escutá-lo pela primeira vez, eu apenas conhecia o grandioso trabalho da cantora alemã no The Velvet Underground. Aliás, foi justamente pela imensa admiração que eu nutria por essa expressiva participação de Nico no Velvet, que decidi vasculhar sua discografia solo. Já antecipo que eu me apaixonei perdidamente pelo The Marble Index logo na primeira faixa e, bastou ouvir esse álbum uma única vez na íntegra para que ele se tornasse um daqueles discos de cabeceira.

O precioso The Marble Index é o segundo trabalho solo da loira mais controversa e original do Rock And Roll. Nico realmente era genial e esse álbum expõe bem essa característica da cantora. A voz dela é penetrante, hipnótica e divina. E o The Marble Index é impecável desde a primeira faixa, até a última. Ele se mantém durante todo o tempo numa atmosfera delicada e poderosa, que nos conduz para um passeio celestial através do qual nos esquecemos de nós próprios. Ele é capaz de atuar sobre nós com uma força estética rara, sendo uma daquelas produções incomparáveis que felizmente nos surgem de tempos em tempos. É um álbum impressionante e acho bem difícil escutá-lo sem se deixar levar por seu brilhantismo e unicidade. Além da voz de Nico, é preciso mencionar que os outros componentes instrumentais também são muito elogiáveis, pois eles mesclam e oscilam seus caminhos sonoros de formas bem divergentes, mas que, de maneira geral, conservam uma aura Folk e medieval, que se alinham de modo ideal com as melodias cantadas por Nico. 

O The Marble Index é o segundo trabalho solo de Nico.
A voz da Nico pode ser um sussurro angelical ou um temível grito diabólico - justamente por causa dessa dualidade é que ela foi espetacular. Por onde passou, teve uma carreira deslumbrante e que, de alguma maneira, foi marcante. Ela foi polêmica e as críticas negativas que recebe não são poucas. Entretanto, penso que, de uma maneira ou de outra, independente do comportamento ou da questão ideológica, ela nos deixou um valioso e relevante legado artístico, que é simplesmente incomparável, afinal, não há voz como a dela, que irá muito singular. 

O The Marble Index conquistou a crítica especializada e ainda cativa e hipnotiza muitas pessoas. Pra mim, embora os outros trabalhos solos de Nico sejam muito qualificados, o The Marble Index foi seu auge de originalidade. Ninguém fará algo tão especial.

PAM HOGG: SHE IS NOT A WOMAN, SHE IS A DYNAMITE:

By: Ju VannucchiSpecial thanks to: Jessie Evans and Gabriel Marinho
(www.audiograma.com.br/www.fanzine-brasil.blogspot.com)

"And those who were seen dancing were thought to be insane by those who could not hear the music.” – Nietzsche. 

The story of this text and this interview began in 2015, the night that my mother and I met Lydia Lunch. I will not tell you details about this meeting, because if I tell you, the text will be much longer. Obviously it was an interesting occasion, a great privilege indeed. But the most important thing was that because of Lydia, I met the drummer Bob Bert. I met him on the day of the Retrovirus show and also the next day when he played in another place in São Paulo. Bob is a wonderful person and he made me laugh a lot on that Sunday! I am very fond of him. He's an important person to me because his work and his attitudes have always given me courage. I did an interview with him in 2017 and in an answer, he said: "Be creative, enjoy yourself and do not give a fuck about being successful." I loved that phrase. Bob has a very inspiring underground spirit. Well, I mentioned it here because before I got in touch with Pam & decide to write about her, I remembered that phrase, the interview, and how this guy motivates me to have a bold attitude. I remembered this because I was insecure... Then, from what I learned from Bob (and from Pam herself), moved by a sudden Dionysian impulse, I decided to have courage, to follow an absurd philosophical logic, to surrender myself to my intuition and write to her. If you're reading this text now, it's all been worked out.

Okay. And why did I decide to write about Pam Hogg? First at all, because her work and specially her attitudes have always been an inspiration to me, and also because I've never read many Portuguese articles dedicated to her - I've only seen mentions and I know she has some fans around the country. I think someone needed to write some lines and show Pam's fascinating work to the Brazilians and here we go!

 Here we go! I once wrote about the one thing I love about Siouxsie Sioux - her Socratic spirit. I can say the same about Pam Hogg: she has a Socratic spirit. But what do I mean by "Socratic spirit"? I mean that these two talented artists have always fought for their autonomies, they left the comfort zone that guides most of the society, they broke the chains and came out of the cave.

 I liked Pam Hogg from the first time I saw a photo of her, because I found her eccentric and I usually admire everything that is different from traditionalism. After this first contact, I researched about her work and realized that I had found another amazing woman to inspire me. Everything she creates is fascinating. As a result of her creative mind, the aesthetic effect that Pam's art causes is disconcerting and has a very unique aura, which invites us to enter into a completely different dimension of daily reality. It’s a new world, a magic one. I like Pam because she's far from obvious - and it's obvious that I do hate the obvious.

When I decided to write this text about Pam, I decided to read Nietzsche again, because I was trying to understand a little more about her and I believe that Nietzsche's phrases against morality, his struggle against the tradition of customs and his defense of the Dionysian state - the ecstasy of the soul, artistic delirium - could be an appropriate way to try to understand the universe that Pam created since I identify all these elements in her work. Nietzsche once said that there are people who build themselves, that can be ahead of themselves. They are special people, with autonomy, people who are not tempted to change based on stereotypes or morals. This type of human being doesn’t model himself on others, but creates his own thoughts and behavior, and transforms his life into art! They embrace life, they turn their anguish and dreams into art. They do not say "no" to life, they say "yes" and face life head on! According to Nietzsche these kind of people build themselves, they take risks, they love dangerous situations, they don’t deny challenges, they want them.

She's not a woman, she's a dynamite".
So, what can I say? I think Nietzsche would definitely be proud of Pam Hogg, because “she's not a woman, she's a dynamite”. This phrase of our philosopher describes her very well. If limits exist, Pam ignores them. If the paradigms are real, she steps on them. If someone tries to impose something, she imposes herself first. Her art is explosive. She is dangerous to common sense. She is a risk because she risks. She is powerful because her weapon is art. What makes a person like her so special is the fact that this kind of person means something beyond the normal. And normal/common/cliché things do not astonish us and are not interesting! Just the exceptional means something. For example: the sun rises every day. No one is impressed by this, but people are amazed by an eclipse, because an eclipse is not something natural in people's daily lives.

Many people I admire have already died - Jim Morrison, Bowie, Alfred Hitchcock, Plato, Schopenhauer, Tolstoy, etc., etc. - but I'm lucky to have lived at that time to meet Pam (and some others, of course), especially at a time when most people are empty and manipulated by media, materialism and power. There are still autonomous minds and bright souls, like her, to give us a true art.  In fact, I think that all of us need women like Pam: women who act on her own will, and who are brave enough to build her own way without anyone dictating the rules, she controls her own mind and does not let others control. She is bold, rare and strong (and also very Dionysin)! And Pam is not only bold and strong, but she FIGHTS to free other people and make these people see that they can also be bold and strong and build their own lives by themselves. She is the designer of the metamorphosis: she faces the changes, she renews herself, and she doesn’t live in the shadows of the cave. That’s why she is the perfect woman for an imperfect (and sick) society.

(...) she is the designer of the metamorphosis: she faces the changes, she renews herself, and she doesn’t live in the shadows of the cave. She is the perfect woman for an imperfect (and sick) society.
Those who know me know that I'm not the kind of person who idolizes someone. I'm not the type to keep a used napkin by a "celebrity" or who make hysterical shouts when an artist walks by on the street. I admire people for their actions. I value what they do as innovative, different, and looking at these people, I try to be someone better - I try to overcome myself with the inspiration that this person brings me. Well, after I knew Pam a little bit better, she really became a person I admire - now I can say it for sure. She's a rare type of woman I want to be inspired by. I want to learn positive things from her. My underground spirit just took me to her. But I'm not surprised by this. What I mean is: “All things by immortal power, near to far, to each other linked are, that thou canst not stir a flower without troubling of a star". (Francis Thompson).

PAM HOGG by Jessie Evans 

Jessie Evans is an American born songwriter, singer, saxophonist, and record producer currently residing in Brazil.

I first heard of Pam Hogg while listening to her track on the Chicks on Speed “Girl Monster” compilation which included my band AUTONERVOUS with Bettina Koster of MALARIA. I found the tracks from her and Francoise Cactus’ stood out the most and I was drawn in by her tough, sexy voice.  What an absolutely gorgeous creature she is – fierce and untouchable, with talent to boot. After the invitation to write this I began to take a closer look at her online. Watching her fashion shows and looking at photos of her brilliant smile and neon yellow hair was like being pumped with pure oxygen! In the midst the otherwise hysterical daily news of fascist governments, cities burning, riots in the streets and starving refugees, Pam stands out as a brilliant force of pure love.
As sergeant of her own personal army of lovers both on and off the runway, her creations are sexy and flirtatious with vibrant colors and geometric neon shapes that sway with images of cells, algae, sperm, coral and planets.  A mix of futuristic Barbarella - Boney M – Bonny and Clyde- 70’s-disco -punk-glam-new wave-rock n roll- Victorian- latex-circus. “Bad” girls with angelic faces like in Fellini movies. She is the magician who hems the costume that can turn any woman into a superhero. She creates space suits which we will wear to other planets - if only in our dreams. The cat suits thin electrical tape lines that just barely cover the models crotches seem more like arrows pointing to the source rather than the mandatory cover up. In this so called modern society where women’s sexuality is either exploited or shamed with nothing allowed in between, her clothes illuminate a yet undiscovered place where innocence and vulgarity are cut from the same cloth.  Not only are they worn on the same body but they are celebrated together as a part of the same spirit. What a revolution to think that sexuality can be innocent. That it isn’t really dirty but beautiful and softly crafted in pastel lace and flowers!

I enjoyed reading interviews with her where she speaks about her creative process and the mess and chaos that it brings. When you have something inside that needs to be extracted it’s often like open heart surgery. This process consumes us artists and often we don’t sleep for months as we are working. Sometimes the birth is swift, but other times violent and emotionally drawn out. I relate so much with all of this. As an artist there is very little time to finish what we are driven to express given the time frame we are here on earth. Everything that is inside needs to be dug out with a  desperation like someone trapped under the sea gasping for air. I admire women who don’t have kids and dedicate their lives to their art. There is so much pressure on us to be a part of the “human” type of evolution and that we are expected to sacrifice ourselves in that process. You can be a mother of flesh or a mother of creation, a mother of invention, contributing to the evolution of ideas, of style, of love.

Out of all the divinities of god Vishnu’s deepest desires that came from the sea, including a cow, a wish giving tree, and a harem of women, it was the amrita which he was most after, which everyone was after. A drink that will both intoxicate and liberate, that will take you to different dimensions and gain you special powers. But isn’t that what dressing up in fantastic clothes allows?
Pam is a true artist. Her life and creativity embody freedom, rebellion and pleasure. Even the invitation to explore her work is like being offered a drink of amrita.  “Amrita”: the nectar of the gods that brings immortality. In the Hindu myth of the sea of milk, the nectar is extracted by the gods and demons together after they churn the sea. Out of all the divinities of god Vishnu’s deepest desires that came from the sea, including a cow, a wish giving tree, and a harem of women, it was the amrita which he was most after, which everyone was after. A drink that will both intoxicate and liberate, that will take you to different dimensions and gain you special powers. But isn’t that what dressing up in fantastic clothes allows? When we wear beautiful, outrageous clothes we transcend the mundane reality of spectator and step behind the brush to enter the painting, to truly become art. It is within this realm of magical existence that Pam’s clothes dance and inspire. And we can participate just by putting them on.  And we can be revitalized and be young again just by looking. And what is a better metaphor for immortality than art which lives on and grows roots long after the mortal flesh from which it is born. It is art which is both extracted from the heart and plays the heart. And it is those who live to inspire, who dedicate their life to extracting this nectar from deep within themselves, that will become immortal as well.

PAM HOGG BY HER BRAZILIAN FANS:

Jonas Ramos (Sorocaba/SP):

It wasn’t hard to come across her works and I feel captivated by her eccentricity and psychedelia.  It doesn’t just captivate me, but there are a lot of influential people, like Bjork, for example, who also felt attracted by Pam Hogg. Her talent is brilliant, and it has an empowerment that should have more recognition in Brazil. She is a self-taught person who, in addition to fashion, also continues to take part in the musical environment, which is very inspiring to me as music was also my first love. I admire such people and wish her success. I hope she continues being this great person that I’ve come to admire.

Eduardo Orsini (Pilar do Sul/SP):

The human body itself, already seems to me a truly and natural art work. Each piece of it is very well made and with specific functionalities. Pam Hogg's outfits make me think she's always experimenting with the human body, with pieces of clothing that amplify limbs and that give continuity to the body lines in various shapes and colors. She makes wearable works of art. What if the human had more arms? Or even larger backs? Geometric figures in the extension of the skin? I believe that Pam allows herself to continue to create the human being with art. Her models, which may shock some people, may also impress others and one thing is certain: her work can’t be unnoticed for anyone – and so is the human being: everyone should notice. If our body could show our personality, thoughts, idiosyncrasies... surely we would all wear Pam Hogg outfits.

Sílvia Fernandes (Sorocaba/SP):

She is a talented, creative and very peculiar woman. I like her because she does different things and I love things that are not normal. Pam is able to make simple things become special things and this is a fantastic ability. She perceives reality a different way, and I find it fascinating. I wonder what kind of clothes she would do for me!

Gabriel Marinho (São João de Meriti/RJ):

Pam Hogg is certainty one of the most exotic and punk stylists of all time! She captures very well the anarchic spirit of the seventh-century Punk with an splendid and indescribable surreality. There is no way to see her costumes and not be surprised, but if you are open-minded enough, many of her clothes are beautiful, especially because they are made by a self-taught designer. You feel a certain acceptance in the eccentric art created by Pam... that feeling that you can be yourself, independent of judgments.

Fabrício Almeida (Sorocaba/SP):

What I really like about her is her originality in creating such bold and stunning clothes. I see some Punk influences in her works and it makes it more charming because of the tones blending, but I also see that she likes to mix bright and lively colors that brings to mind the New Wave movement of the 80's. The eccentric models of her collection are very unique and some even remind me of the costumes of the characters of a certain American filmmaker… haha.
Well, I really enjoy Pam Hogg’ fashion work... I'm no fashion savvy, but I see a lot of personality and talent in her art.

J. Hauer (Rio de Janeiro/RJ):

Pam is an eccentric person. When I see the clothes she makes, I feel a very strange nostalgia... and actually, it's because of this feeling that I like her. I always liked strong women! What can I say? She is visionary for our world! Many kisses from Brazil!

Agnes Lima: 

Pam Hogg costumes impress me by their beauty, eccentricity and sensuality. It is like if they have come from another planet or some alternative reality where there is no reason to be ashamed! The first impressions and the impact they gave me were shock. But then, even if they were strange, they became beautiful and a true invitation to Pam Hogg's private world.

Follow Pam on Instagram: 

https://www.instagram.com/pamhoggfashion/

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