Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

CONHEÇA A BANDA KALOUV - NÓS INDICAMOS:

 Por: Vannucchi
 
Hoje, quem ocupada a nossa coluna de indicações é a banda pernambucana Kalouv, composta por Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), Rennar Pires (bateria), Saulo Mesquita (guitarra) e Túlio Albuquerque (guitarra). O grupo está marcando presença no nosso site por ser dono de uma das sonoridades mais originais do atual cenário musical brasileiro e, sinceramente, esperamos que eles aparecem mais vezes por aqui, afinal, é sempre prazeroso escrever e apoiar produções musicais tão diferenciaras e únicas (algo que, infelizmente, é um tanto raro e ofuscado pela terrível e devoradora indústria musical). Agora convidamos nossos leitores para explorar um pouco do fantástico universo (interdimensional e cósmico) da Kalouv. Preparado?
 
A banda já se apresentou em diversos palcos no país e em eventos importantes como Abril pro Rock, Festival de Inverno de Garanhuns, Play the Movie (Coquetel Molotov) e Contemporâneos (Caixa Cultural).
 
As composições da banda são fruto da paixão que os integrantes nutrem pelos quadrinhos, pelo cinema e por games e, levando em conta esses gostos, as músicas são notavelmente construídas como se fossem trilhas sonoras para tais universos. Esse “pano de fundo” que sustenta as faixas produzidas pela Kalouv, como é de se supor, é reflexo direto da instigante imaginação de seus membros, cujas fabulosas ideias se desdobram em resultados muito criativos, nos quais percebe-se um trabalho instrumental que navega especialmente entre o Rock Progressivo e o Post-rock. Assim sendo, quando escutamos as faixas produzidas pelo grupo, é como se pudéssemos, de repente, nos desprender da limitada realidade terrena que nos cerca, e nos lançarmos em mundos novos que são desenhados conforme as melodias e ritmos da banda: eles são maestros de nossa fantasia. É uma experiência delirante, curiosa e agradável.

Por fim, é preciso dizer que é um verdadeiro orgulho saber que há artistas autorais tão qualificados em nosso país. E antes de encerrar nosso texto, é válido destacar que esse trabalho original da banda, rende cada vez mais notoriedade. A Kalouv já tocou em vários festivais, chegou a receber uma indicação na categoria de Melhor Álbum Instrumental do Ano no Prêmio Dynamite, obteve reconhecimento no exterior e já foi mencionada em alguns dos mais respeitados meios de comunicação de nosso país, tal como o Correio Braziliense, a Folha de Pernambuco, a Revista Outros Críticos e outros. Sugerimos aos leitores que apreciem na íntegra o álbum Elã, de 2017, que proporciona uma viagem alucinante...

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

10 FILMES PARA QUEM GOSTA DE ROCK AND ROLL:

Por: Vannucchi

Caros leitores, sejam bem-vindos a mais uma lista do nosso site. Dessa vez, selecionamos 10 filmes que, de alguma forma, ilustram  parte da história do Rock And Roll. Felizmente caberiam mais títulos aqui, já que há outras produções dignas de destaque, mas embora não tenha sido uma tarefa fácil, escolhemos apenas dez. Confira e deixe seu comentário.

1. Escola de Rock: 

Um filme que apresenta o Rock And Roll em sua essência: a liberdade. E essa liberdade em todos os sentidos, seja filosófica, seja social, no ritmo, letra ou melodia. Literalmente, uma lição sobre qual é o sentido do Rock And Roll. 

2. O Garoto de Liverpool: 

Filme biográfico de um dos maiores ícones (se não o maior) de toda a história do Rock: John Lennon. Narra sua infância e juventude, e oferece ao espectador um mergulho pela vida do músico. A história é bem conduzida e de maneira geral, o longa é bem agradável.

3. The Doors: 

Com uma atuação brilhante de Val Kilmer, o filme explora a história do The Doors, focando na vida do vocalista Jim Morrison. A produção é excelente em sua totalidade, contanto com ótima condução do parte do diretor do filme, um roteiro baseado em depoimentos de músicos da banda e nas biografias do The Doors, e grandes atuações. Uma viagem alucinante pela vida do alucinado Jim Morrison. No entanto, é preciso mencionar que Ray Manzarek, um dos membros da banda, não ficou nada satisfeito com o longa e o criticou negativamente.

Cena do filme The Doors.

 4. Tommy: 

Uma produção psicodélica e imensamente criativa baseada em “Tommy”, ópera Rock da banda The Who. O álbum é uma das obras mais aclamadas e reconhecidas do Rock And Roll. O filme conta com a participação de importantes nomes da música como Tina Turner, Eric Clpaton e Roger Daltrey, vocalista do The Who. 

5. The Runaways: 

Filme de 2010 que retrata a trajetória da mias popular banda de Rock composta por mulheres. Compreender a história desse grupo, e compreender parte de todo o fenômeno que foi o Rock, pois o reconhecimento e as conquistas da banda foram marcantes. 

6. Rock Of Ages: 

Uma combinação irresistível que une um excelente elenco com grandes músicas de Rock. A trilha sonora conta com músicas de Bom Jovi, Skid Row, Def Leppard, Poison, e entre outros. Uma experiência imperdível para quem aprecia Rock And Roll. 

7. All Is By My Side: 

Produção que explora a vida de Jimi Hendrix. Se passa no final da década de 60. Dirigido por John Ridley, mesmo diretor de “12 Anos de Escravidão”. 

7. Detroit Rock City: 

O que um fã do KISS não faria para assisti-los? Quer dizer, estamos falando do KISS, uma das bandas mais primorosas do Rock And Roll. Muitos fãs fariam qualquer loucura para vê-los! E o filme retrada exatamente isso, a jornada de quatro garotos fãs da banda que abrem mão de tudo para curtir o bom Rock And Roll dos gênios do KISS. A trilha sonora do filme é composta por músicas de bandas clássicas de Rock, tal como Thin Lizzy, ACDC, Van Halen, Sweet e outras - é uma maravilha à parte!

Cena de Detroit Rock City. O filme tem uma trilha sonora espetacular.

 8. Sid & Nancy: 

Apesar do pouco tempo de sucesso e de um período de vida curto, Sid Vicious deu o que falar. O sucesso meteórico do Sex Pistols, elevou a vida do músico e o tornou um dos nomes mais conhecidos do Rock And Roll. Esse filme britânico da década de oitenta mostra o cenário Punk da Inglaterra, liderado por Vicious, e mostra sua relação com a groupie Nancy Spungen. É baseado em fatos reais. 

9. Os Reis do iê iê iê: 

Um dos filmes mais clássicos sobre os Beatles, e que é estrelado pelos próprios músicos. Foi premiado no BAFTA e no Oscar. Vale a pena colocar na lista e conferir. Divertido e alegre, tal qual são os The Beatles. 

10. Velvet Goldmine: 

O longa retrata o movimento Glam Rock, através de uma notável produção e de um roteiro repleto de reviravoltas, e de muita purpurina. Mostra também o cenário social no qual o gênero musical em questão se inseriu. A trilha sonora carrega canções de bandas como T-Rex, Roxy Music e Iggy Pop. 

*Texto anteriormente publicado no site Cinema de Buteco (www.cinemadebuteco.com.br).

CONHEÇA A ARTISTA SORAYA BALERA:

Por: Marinho e Vannucchi

Nos últimos anos, Soraya Balera tem sido uma das artistas mais conceituadas de Sorocaba (SP), e esse merecido reconhecimento, é fruto do talento único da pintora.

Foi há cerca de vinte anos, que Soraya começou a esboçar suas primeiras telas e, desde então, sua paixão pela arte se tornou cada vez mais intensa, e as pinturas foram sendo feitas com uma frequência cada vez maior. Atualmente, as temáticas de suas produções são notavelmente variadas: ela retrata animais, plantas, flores, figuras abstratas, o sagrado feminino, o cosmos e outros conteúdos. As técnicas também variam entre óleo sobre tela, espátula e acrílico sobre tela. Mas o fato é que qualquer combinação que ela faça entre esses tantos temas e métodos, são sempre fascinantes, pois a imaginação e a inspiração que a artista sorocabana carrega estão sempre vibrando em sua alma de uma maneira rara e especial, e manifestando-se em pinturas belas e envolventes, que são capazes de absorver por completo qualquer um que se disponha a apreciá-las. 

A realidade cotidiana em sua totalidade, com suas dores e alegrias e os mistérios existenciais estão entre suas fontes de inspiração. Somado isso, alguns gênios da pintura como Van Gogh e Monet, e filósofos como Heráclito de Éfeso e Arthur Schopenhauer, estão entre suas principais influências.

Os valiosos e originais quadros feitos por Soraya Balera, lhe renderam três exposições acontecidas em Sorocaba no decorrer de 2019 que, aliás, tem sido um ano imensamente próspero para sua carreira artística. É importante sabermos que mesmo diante de uma atual realidade tão cheia de clichês e produções culturais meramente industriais e vazias, ainda nos restam artistas verdadeiros, tal como Balera, que através do manuseio de seus pincéis, produz imagens criativas, vindas honesta e intuitivamente de seu mais profundo interior. 

Para conhecer melhor os trabalhos da artista, ou para entrar em contato, acesse os links abaixo:

Facebook: Soraya Balera
Instagram: @sorayabalera
E-mail: artesorayabalera@gmail.com
Site: https://sorayabalera.wordpress.com/

Confira a seguir algumas produções artísticas de Soraya Balera:

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente".
Simone de Beauvoir

"A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la".
Arthur Schopenhauer

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível".
Leonardo da Vinci

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro".
Albert Einstein

domingo, 18 de agosto de 2019

SÓLSTAFIR - ÓTTA:

Por: Juliana Vannucchi

Lançado em 2014, o Ótta é o quinto álbum de estúdio do Sólstafir, banda islandesa de Black Metal que começou a dar seus primeiros passos em meados de 1995 e gravou seu primeiro trabalho de estúdio em 1999.

Os atuais músicos que compõe a banda atualmente são o vocalista e guitarrista Aðalbjörn Tryggvason, o baixista Svavar Austman, o guitarrista Sæþór Maríus Sæþórsson e o baterista Hallgrímur Jón Hallgrímsson, que juntou-se ao grupo mais recentemente, em 2017. 

 A primeira vez que escutei o Ótta foi durante uma visita feita a um querido amigo – que aliás, é um grande conhecedor de Rock And Roll, especialmente do Metal. Esse amigo disse que eu iria gostar das músicas e acertou! Eu comecei a me encantar pela banda especialmente durante a segunda faixa, que carrega o mesmo nome do álbum e, daquele ponto até a última música, fiquei simplesmente maravilhada com o Sólstafir.

O Ótta, de maneira geral, é um álbum intenso, criado a partir de despejos densos de emoção e sentimentos. Suas músicas conduzem o ouvinte a um passeio obscuro através das gélidas paisagens escandinavas e durante este percurso fatal ao qual somos tão envolventemente conduzidos, nos perdemos numa profunda e trágica experiência catártica cujo efeito poderoso nos emerge num processo de limpeza espiritual. 

Capa do álbum: uma imagem sublime e sentimental.

 A sonoridade do álbum oscila brilhantemente entre arranjos compostos por elementos sonoros tradicionais do Black Metal e melodias suaves e obscuras. Essas tão diferentes texturas são exploradas com maestria, algo que certamente, não é um feito simples e exige uma qualificação artística especial por parte dos músicos. E claro, é preciso dizer que essas alterações sonoras consistem num dos pontos mais deslumbrantes do álbum, afinal, garantem a ela uma unicidade diferenciada. O Ótta possivelmente é o trabalhoso mais grandioso e expressivo da belíssima carreira do Sólstafir, que já há algum tempo se firmou com uma das mais talentosas e promissoras bandas do Rock islandês.

O Berdreyminn é a produção mais recente da banda, e foi oficialmente lançado em 2017. É sem dúvida um trabalho musical grandioso e notável, que certos aspectos, é similar ao Ótta, embora eu precise confessar que não encontro nele a singularidade e profundidade presente neste álbum de 2014, que tanto me encantou e que possui a capacidade de me absorver por completo toda vez que o escuto.

CONHEÇA O MÚSICO MATHEUS FERRAZ:

Por: Juliana Vannucchi

Sem a música, a vida seria um erro”. – F. Nietzsche.


Hoje o site Fanzine Brasil abrirá espaço para falar sobre Matheus de Angeli Ferraz, um jovem músico brasileiro cujo talento é diferenciado e especialmente promissor. Diante de uma atual indústria que é tragicamente tomada por pseudo-músicos cujas produções são clichês e vazias, quando nos deparamos com artistas como Matheus, nos enchemos de esperança e satisfação. Não sei exatamente qual caminho ele irá trilhar em sua vida, mas estou certa de que estará sempre acompanhado de seu dom musical e de sua competência mediante a música, essa grande e importante paixão que o move e o inspira.

Conheci o Matheus através de sua adorável avó, Edna Ivonne Holtz, que assim como o neto e também como eu, sempre foi apaixonada por música. A primeira vez que escutei o Matheus cantar, foi justamente através de uma gravação que a Edna, orgulhosamente, me mostrou e de imediato, assim como a avó,  me encantei com a belíssima e diferenciada voz do menino. Para ser honesta, tanto eu, quanto a Edna ou qualquer outro que o escuta cantar, imediatamente percebe com clareza e certeza que o músico tem muito, mas muito a mostrar ao mundo.

"A música é como uma droga que te faz experimentar sensações, prazeres e sentimentos exclusivos. Para mim algo que faz meu dia é quando descubro uma peça, uma canção ou uma trilha sonora nova”.

Matheus nasceu na cidade de São Paulo, em 1999. É apaixonado por música desde a tenra idade: “Lembro que quando era mais novo escutava muito o Abbey Road, dos Beatles. O CD era do meu pai e rodei ele até riscar”. Além de escutar esse e outros CDs  com frequência ao longo da infância, seu talento começou a se evidenciar cedo, e aos 13 anos, deu seus primeiros passos no estudo do violão. Nessa época, conforme foi aprendendo a tocar o instrumento, seu professor o incentivou a cantar. A partir de então, se aperfeiçoou cada vez como músico. Desde esse período, já se apresentou em eventos escolares e bares, além de ter participado de uma banda. É apaixonado por MPB e Bossa Nova, gêneros que, de maneira geral, são suas principais influências. Admira artistas brasileiros como Gilberto Gil, Tom Jobim, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Elis Regina e também se inspira em nomes internacionais, como Eddie Vedder e Chris Cornell. 

Escutar e tocar música, significa tudo para Matheus e também gera emoções inexplicáveis em muitos outros indivíduos. Sobre o poder singular dessa grandiosa expressão artística, o jovem refletiu: “Acho que como qualquer arte é uma outra forma de se comunicar, porém de uma maneira mais bela e mais expressiva, algo que um simples bate-papo não consegue proporcionar. Fora isso a música pode ser muitas outras coisas, como entretenimento, refúgio ou simplesmente aquele momento em que você coloca seu fone de ouvido ou está num determinado show e se sente realmente conectado (amo quando isso acontece, normalmente quando escuto uma música maravilhosa pela primeira vez). É aquele momento em que só existe você e a música e tudo está pleno, sereno, e é surreal. É, de fato, como uma droga que te faz experimentar sensações, prazeres e sentimentos exclusivos. Para mim algo que faz meu dia é quando descubro uma peça, uma canção ou uma trilha sonora nova”.

Com aproximadamente 15 anos, Matheus decidiu que no ensino superior cursaria Música, fato que se concretizou e atualmente estuda na Unicamp, uma das universidades mais conceituadas do país. A respeito dessa escolha tão importante que fez, comentou: “Foi uma decisão fácil no sentido de que não me imaginava fazendo qualquer outra coisa, mas ao mesmo tempo foi difícil por não ser um curso valorizado e a música, em questões profissionais não é área de atuação fácil”. No futuro, pretende estudar regência e produção musical, áreas que certamente lhe abrirão um leque de oportunidades profissionais. Mas por hora, Matheus me confessou que “prefere aproveitar o momento presente e aproveitar os estudos e aprendizados de agora. O curso está agregando muito e no momento e estou aprendendo a tocar piano e teclado”. As coisas acontecerão na hora certa e seu futuro será escrito aos poucos. Para encerrar meu papo com o Matheus, perguntei o que a música significa em sua vida. A resposta foi profunda e bem criativa: “Quando eu souber responder uma pergunta dessa de uma forma não musical, eu respondo (risos)”.

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