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domingo, 5 de fevereiro de 2023

EXPOSIÇÃO DE ARTE: AMAZÔNIA EM FOCO

 Organização: Juliana Vannucchi. 

Colaboração: Camilo Nascimento

A floresta amazônica, em suas tantas dimensões possíveis, é o tema da exposição deste ano. Os artistas convidados para participar do projeto, tiveram liberdade para explorar, através de suas próprias linguagens, os inúmeros elementos que compõem a floresta e suas ricos aspectos, tais como sua variada biodiversidade (águas, plantas, rochas, animais), os povos originários da região, crises ecológicas, etc. 

Nossa intenção é homenagear poeticamente a floresta que, certamente, é uma das maiores honras do nosso país. É importante esclarecer que este projeto carrega também um pano de fundo crítico que leva em conta as diversas ameaças que assolam esse importante espaço, prejudicando as espécies locais e comprometendo sua paisagem.  

Entendemos que a floresta amazônica é um solo sagrado. Um verdadeiro templo de mistérios e encantos nos quais sonhos e realidades se confundem. Suas dádivas são vitais para qualquer indivíduo, de qualquer canto do globo, e talvez representem uma fresta de esperança para um futuro mais harmônico e pacífico. 

Vale lembrar ao visitante que nossa exposição é movida pela militância artística: nunca nos esqueçamos de lutar pela conservação da floresta e de nos posicionar contra as diversas agressões que ela vem sofrendo nos últimos anos. O compromisso ecológico é de todos nós. Convidamos Big Paul Ferguson, ilustre baterista do Killing Joke, para refletir a respeito da importância de exposições artísticas como esta e para meditar sobre o significado da militância em prol da floresta amazônica. O músico britânico, nos disse as seguintes palavras: 

"Nunca estive na Floresta Amazônica. Talvez eu nunca esteja. Meu próprio país já foi densamente coberto de árvores, muito antes do meu tempo, e estava cheio de vida selvagem há muito desaparecida. Mas quando eu era criança adorava a floresta, era algo mágico. Fiquei triste ao vê-la diminuir lentamente, ano após ano, à medida que as árvores davam lugar às necessidades humanas. Subúrbios, estradas, lojas, crescimento humano e a necessidade de conforto prevalecendo sobre a natureza que alimenta a alma e a abundância de formas de vida. As árvores quase desapareceram agora. Uma tragédia, não para mim, mas para a diversidade da vida.

Parece que não nos importamos o suficiente com os animais em nossa crença de que reinamos supremos e que a ciência e a pecuária industrial são suficientes para nos sustentar. Uma vez que o crescimento antigo se foi, ele não pode ser substituído e agora sabemos o suficiente para perceber a importância dessa maravilha da natureza. Então, como podemos permitir que empresas comerciais privem as gerações futuras do que é conhecido como o pulmão do planeta? Como isso pode ser tolerado? Com toda a degradação ambiental que os humanos estão infligindo ao nosso planeta, talvez seja ingênuo pensar que a ganância pode ser restringida pela consciência. Ou que a empresa comercial jamais terá a clarividência de reconhecer que nunca compreenderemos toda a complexidade da vida. Salve a Floresta Amazônica. Pare as incursões".


TELAS E EXPOSITORES

 

Terras Indígenas 

(Thiago Rocha)

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Resiliência 

(Ana Duarte)

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Dança das Cataratas do Jardim 

(Alejandro Gomez)

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Distopia

(Erica Iassuda)

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Terra Amada, Gigante do Mundo 

(Edelcio Ipanema)

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Nome popular: Tucano. Nome científico: Ramphastos tocco 

 (Carla C. Andrade Oliveira)

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  Pensamentos 

(Carlos Zabala)

 
Outra artista convidada para refletir sobre o tema foi Danielle de Picciotto, da banda Hackedpicciotto, formada com o marido Alexander Hacke: 
 
"Quanto mais velha fico, mais eu percebo como a natureza está interconectada com os seres humanos. Eu me tornei mais sensível em relação a como estamos destruindo nosso planeta e, simultaneamente, aniquilando assim a nossa própria espécie. Existe um ditado que diz:“Você é o que você come”. Isso é muito verdadeiro e muitos problemas médicos que existem hoje são causados pela comida manipulada que consumimos, feita com açúcar branco, farinha branca, carne com antibióticos promotores de crescimento e peixe envenenado por microplástico que nossa civilização vende como nutrição. Assim como estamos nos envenenando, estamos matando nosso mundo. Muitas das catástrofes naturais que estão acontecendo são resultado do desmatamento, que está interligado com o cultivo de trigo para o gado, que é vendido como carne bovina. O corte de árvores adiciona dióxido de carbono ao ar e remove a capacidade de absorver o dióxido de carbono existente e a floresta tropical é o exemplo mais dramático do dano que estamos causando ao nosso mundo e a nós mesmos. Uma das maneiras mais fáceis de ajudar a mudar esse padrão é tornar-se vegano. Com isso, você pode ajudar diretamente a impedir a destruição do nosso mundo e da floresta tropical".

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