Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

domingo, 26 de agosto de 2018

GANGUE MORCEGO - UMA BREVE HOMENAGEM:

Por: Vannucchi

A estética singular e original que eles criaram está eternizada no álbum "Olhem Para As Ruas".
Quem acompanha atentamente a cena musical independente do Brasil, especialmente da vertente Dark, já deve ter ouvido o nome da Gangue Morcego. Infelizmente, estes mesmos indivíduos que estão sempre ligados nesse universo, certamente também foram informados de que, por hora, a  banda está oficialmente "separada"- os membros ainda mantém contato entre si, mas não durante um período de tempo indeterminado, não irão mais subir aos palcos.

A passagem deles pelo meio musical não foi tão longa, mas no espaço de tempo em que estiveram ativos, construíram uma arte qualificada, através da qual penetraram no coração de muita gente. A história da Gangue Morcego foi, e sempre será bela, inspiradora, e intensa. A banda nos deixou um álbum incrível e shows memoráveis. A estética singular e original que eles criaram está eternizada no álbum "Olhem Para As Ruas", um trabalho elogiável em todos os possíveis aspectos - desde as composições das letras, até a parte instrumental e a arte gráfica. Todos esses elementos que compõe o álbum funcionaram idealmente e resultaram numa harmonia brilhante. Sem sombra de dúvidas, a Gangue Morcego é uma das bandas mais caprichosas e arrebatadoras do atual cenário underground brasileiro e isso me parece indiscutível. Escreveram uma história linda e deixaram um presente maravilhoso para os apreciadores do Pós-Punk. Somos gratos por ter a música deles, já que atualmente vivemos num momento de uma imensa decadência e de uma infeliz padronização musical. Eles nos deram esperança através de sua legitimidade e qualidade. 

Presenciei apenas um show da banda (em minha cidade natal, Sorocaba) e foi uma experiência muito boa e marcante, que guardarei para sempre comigo. Sei que muitas outras pessoas também viveram momentos inesquecíveis proporcionados pela Gangue Morcego, seja através de suas melodias, letras ou shows. Está é uma breve nota que pretende  homenageá-los e mostrar o reconhecimento pelo trabalho deles. A despedida desses grandes e talentosos músicos não poderia passar despercebida na Fanzine Brasil. Sucesso aos músicos que deram vida a um dos universos mais fabulosos do Pós-Punk nacional.








SIOUXSIE AND THE BANSHEES - UMA BREVE ANÁLISE DA RELEVÂNCIA DA BANDA NO CENÁRIO MUSICAL:

Por: Vannucchi

Durante as décadas de setenta e oitenta, inúmeras bandas se destacaram em Londres, num período em que o cenário musical era especialmente caracterizado pelo contexto do Punk e do Pós-Punk. Dentre tais bandas, surgiu uma que se diferenciou por possuir uma mulher nos vocais. Eram eles: Siouxsie And The Banshees. A vocalista era ela: Siouxsie Sioux.  

 SATB, 26 Nov. 1980, California Hall, São Francisco. Foto de Chester Simpson.
Siouxsie Sioux, a “rainha punk” ou a “gótica mulher gato dos anos noventa”, foi responsável por representar um pouco de toda a atmosfera musical da cena. Sioux transpunha para o trabalho dos Banshees, uma dose de obscuridade hermética (o que, por favor, lembre-se, não faz dela uma gótica), unida com pinceladas de agressividade e de poesias singulares. E claro, sua imagem energética, um tanto desleixada, meio punk, meio não-punk, chamava a atenção da mídia. Mas Siouxsie representou muito mais do que quaisquer tipo desses (perigosos!) rótulos midiáticos e, assim, tornou-se um ícone cultural e um dos grandes nomes do Rock And Roll. 
Siouxsie Sioux - 1979.
 O primeiro álbum de estúdio dos The Banshees foi o The Scream, lançado em 1978. Esse trabalho, imediatamente já lançou a banda para o sucesso no ramo musical, fama que se estenderia muito firmemente durante toda a década de oitenta e também, posteriormente, culminando no final do grupo que ocorreu nos anos noventa. Neste período, além deste mencionado trabalho de estreia, foram lançados mais dez álbuns de estúdio, até o ano de 1995, momento em que o Siouxsie And The Banshees anunciou sua separação, embora viessem a se reencontrar e a tocar juntos na década seguinte (fato que, convenhamos, não deveria ter acontecido).  
 
Siouxsie And The Banshees é uma banda bastante influente, tendo sido referência para outros grandes nomes da música como, por exemplo, o U2, The Smiths, Radiohead & outros. Foram responsáveis por lançar grandes sucessos musicais como “Cities In Dust”, “Hong Kong Garden” e “Kiss Them For Me”, e sempre receberam bons elogios por suas produções. Não há dúvidas da relevância musical, do legado que os Banshees deixaram, e da intensidade musical e excelente trabalho que a banda fez durante toda a sua carreira, marcado por grande força sonora, com um instrumental bem intenso e, claro, nos vocais, uma mulher brilhante que, durante toda a sua trajetória musical, gritou e cantou suas vivências e emoções para o público, deixando sua marca na história da música.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

MY TIME SPENT WITH JESSIE EVANS:


By: Juliana Vannucchi

When a human awakens to a great dream and throws the full force of his soul over it, all the universe conspires in your favor". - Goethe. 
In early July I had the great opportunity to spend a few days at the home of singer-songwriter Jessie Evans, who currently resides in Ubatuba, on the coast of São Paulo, Brazil. Before I went there I didn’t know her personally so I was anxious and slightly apprehensive about meeting her, cause after all, I did not know exactly who I would meet and what our relationship would be like. Fortunately, everything went perfectly well and I was positively surprised by Jessie, who has such a big heart and is very kind.
During the time I spent with her, we talked about a lot of cool and normal things, like dreams, dogs, UFOs, Buddhism, football, politics, etc. I discovered that she and I have many things in common, and in a way, a very similar way of looking at and understanding existence. We have a very similar vision of the world. All of this was was great to realize since nowadays it is very rare to find people with an open mind, questioning, critical and non-alienated like Jessie.
A good time with friends
   I can assure you that she provided me very satisfying moments that I will keep with me for all the eternity. I discovered and explored wonderful things about her that were new to me. It was definitely very interesting to live in her world for a few days and absorb a little of it. It has done me good and it will help me grow and be inspired.

 I learned new things about her. I did not know, for example, that Jessie practiced Yoga in the mornings - admirable. I also did not know that she drove a VW van (the same as my friends). She also told me that David Bowie saved her life, and it happened in a deeply mystical way. I also found out a little about her mother’s life, who played drums and wrote wonderful poetry. I even read some that was compiled in a booklet. We also talked about Masaru Emoto's intriguing research, which shows how our emotions can affect the reality around us - this was a big surprise, how could I know that Jessie knew this researcher, which I really appreciate? 
Her art is a mechanism by which she seeks to bring joy to people
 
What I found was a cheerful person, immensely kind and welcoming, inspired by the subtlest details of life, a nature lover and one that gave me very pleasant moments. My brief living with Jessie Evans and her husband was enough to understand the reasons why her artistic productions are so profound, charming and contagious: because as she told me herself, her art is a mechanism by which she seeks to bring joy to people.
She's definitely one of the most authentic artists I've ever met. Her productions and her daily life are far from the media manipulation and marketing demands of the music industry. In other words, Jessie is not the kind of person who allows herself to be shaped by the numerous external impositions of the monstrous cultural factory that invents (pseudo) artists and creates songs in laboratories, always aiming for profit; she's not cliché, she's a real artist.
 At one point, on one of the several days of my stay in Ubatuba, I talked to a kind neighbor of Jessie who told me an interesting phrase, which I decided to write down immediately after listening, and which I want to share with the readers: “Nowadays, people only copy and don’t create". This phrase, unfortunately, translates this poor artistic-cultural context that prevails nowadays, in which originality is often replaced  by standardization. It is a period of decadence, in which there are much product and little truth, art is losing its aura, losing its space. But of course, there are still some truly talented souls to save us, as is the case with the exceptional Jessie Evans.
Official albuns

I do not see Jessie as a person to be idolized. I hate idolatry, because, inspired by the Nietzschean thinking, I believe that when we idolize something/someone tend to create idealizations and at the moment we idealize, we leave the real world, only to cling to illusions, and therefore idolatry can be harmful. It would be offensive to say that I see her like this (like an idol), even because a humble person like her would never put herself on a different level from the others. After all, Jessie also values and gives attention to others. Honestly, I believe she does not want to be idolized, she wants to be valued. And that's what she has of me: I value her. And before I value her as an artist, I appreciate the great human being she is, the sister who has become for me, the caring mother that she is in her daily life, the caring wife she is, and the adorable way she treats animals.
For those who are interested: For more information about the cultural industry, I suggest reading The Work of Art in the Age of Its Technical Reproducibility and general studies on the Frankfurt School, specially the thoughts of Theodor Adorno and Max Horkheimer. Understanding this subject helps - and greatly - to better understand what exists behind the scenes of the current music industry.

What a wonderful place...
Me in Ubatuba.

My cosmic sister and me.



I value her. And before I value her as an artist, I appreciate the great human being she is


Do you want to know more about Jessie Evans?   

Official Links:

Facebook: https://www.facebook.com/jessieevansmusic?__mref=message
Youtube: https://www.youtube.com/user/jessieevansmusic
Instagram: https://www.instagram.com/jessieevansmusic/
Site: http://www.jessieevans.net/
Bandcamp: https://jessieevans.bandcamp.com/album/glittermine

More articles:


https://whiplash.net/materias/cds/270773.html

http://www.audiograma.com.br/2017/05/interrogatorio-jessie-evans/

http://www.acervofilosofico.com/entrevista-exclusiva-com-jessie-evans

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http://www.audiograma.com.br/2018/08/alem-do-som-meu-convivio-com-jessie-evans/
*This text was previously published in: www.audiograma.com.br



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