Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

sexta-feira, 2 de março de 2018

Sobre nós:




   Juliana Vannucchi e Gabriel Marinho conheceram-se em meados de 2015. Quando começaram a travar contato, Vannucchi estava em Londres, cidade na qual conheceu Budgie (ex-Siouxsie And The Banshees/The Slits/The Creatures) pessoalmente, além de ter visitado o aclamado 100 Club, um dos principais pontos undergrounds da cena Punk e Pós-Punk da Inglaterra. Nesse mesmo ano, teve a oportunidade de estar ao lado do baterista Bob Bert e da aclamada artista Lydia Lunch. A partir deste período, Vannucchi teve uma série de inspirações e ideias, e assim, ela e Gabriel, movidos por diversos gostos, entusiasmos, ideias e paixões em comum, deram início a uma série de projetos. 

   Inicialmente, criaram a maior página nacional dedicada ao grupo Siouxsie And The Banshees, além de terem arquivado uma série de conteúdos sobre a banda. Logo em seguida, elaboraram um portal chamado Pós-Punk Brasil, que acabou sendo fechado após poucos meses de existência.  Em fevereiro de 2016, ainda motivados, formaram um duo chamado Other Creatures e deram início à gravação de um álbum intitulado The Devil's Causeway. Nos primeiros meses de 2017, deram luz ao planejamento de um novo projeto: uma fanzine virtual, que foi batizada como "Fanzine Brasil", sendo essencialmente baseada na filosofia do DIY e inspirada diretamente nos moldes das fanzines que foram criadas durante a eclosão do movimento Punk. A primeira edição foi lançada no primeiro semestre de 2017.  Juntos, também integraram a equipe do site Audiograma, espaço para o qual Vannucchi colabora periodicamente e através do qual realizaram entrevistas com vários artistas nacionais e internacionais, com destaque para Bob Bert (ex-Sonic Youth, atual baterista da Lydia Lunch Retrovirus), John Moore (ex-Jesus And Mary Chain e Black Box Recorder), Jessie Evans, Harry Howard (ex-The Birthday Party, ex-Crime And City Solution, etc) e vários outros.

   Agora, Vannucchi e Gabriel inauguraram este espaço virtual que consiste numa extensão da revista virtual e, aqui, podem reunir todos os seus entusiasmos, ideias e paixões em comum que sempre carregaram consigo. 



THE SCREAM - "Sign the Banshees: DO IT NOW":

Por: Vannucchi


    Algumas bandas, simplesmente conseguem êxito logo em seu primeiro álbum, e esse é o caso da Siouxsie And The Banshees. É uma imensa responsabilidade comentar sobre um clássico tão criativo e inovador quanto o The Scream, lançado em 1978 pela Polydor. Antes deste referido ano, o grupo londrino já havia conquistado alguns fãs e também retinha certa atenção da mídia. Entretanto, apesar dessa discreta (embora já relevante) presença dos Banshees no cenário musical e em solos londrinos, havia certa dificuldade em assinar com alguma gravadora, pois nessa época, muito material bom circulava por Londres e, assim, era preciso chamar a atenção para conseguir contrato.


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                 "Assine com os Banshees: Faça isso agora".
Assim sendo, levando em conta o contexto local acima descrito, um fato ocorreu um fato marcante no início de carreira dos Banshees: um fã criou uma campanha de graffiti na cidade natal da banda, e pintou paredes de grandes gravadoras com as palavras "Sign the Banshees: Do It Now" (“Assine com os Banshees: Faça Isso Agora”). Por fim, os Banshees realmente conseguiram assinar um contrato e começaram a escrever sua trajetória. O The Scream foi gravado em apenas uma semana durante agosto de 1978, e mixado em três semanas, um curto período de tempo para um resultado tão brilhante. A formação para a produção do álbum era esta: Siouxsie Sioux (vocal), John McKay (guitarras e saxofone), Steven Severin (baixo) e Kenny Morris (bateria e percussão). Esse conjunto funcionou muito bem e a qualidade do álbum é simplesmente magnífica. Se comparado aos trabalhos posteriores do Banshees, notamos que The Scream carrega uma sonoridade mais violenta, característica herdada diretamente do Punk. A música de abertura, Pure, anuncia o clima visceral e contagiante do restante do disco. Essa faixa introdutória conta com um notável e envolvente toque de guitarra de McKay. O álbum segue com canções mais agitadas e agressivas e carrega verdadeiros clássicos da banda, como Mirage, Overground, Carcass e Metal Postcard. Possui ainda uma incrível versão de Helter Skelter do The Beatles, que, aliás, pode-se, sem grandes problemas, afirmar que ficou melhor do que a canção original de McCartney e Lennon.


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              Capa original do The Scream (1978).
As composições foram, em sua grande parte, escritas por Severin, Sioux e McKay. A maior parte das letras soa de maneira enigmática e não possui nenhum sentido estritamente explícito, sendo que esta seria uma marca de praticamente toda a carreira dos The Banshees, especialmente no que diz respeito às letras de Siouxsie Sioux. Além da considerável contribuição de McKay como compositor, o músico merece destaque pela presença espetacular de sua guitarra durante todo o álbum, e é possível afirmar que, em conjunto ao intenso vocal de Sioux, ele foi o grande destaque de The Scream. Seven e Morris também fizeram um trabalho digno de reconhecimento e seus instrumentos soam harmônicos e contagiantes em todas as faixas. Siouxsie, é claro, apresentava-se ao mundo com sua vigorosa presença vocal caracterizada por um tom sublime e atraente.
O The Scream foi inovador e ilustre em sua totalidade.
Capa original do The Scream (1978). Curiosamente, foi destaque no popular livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die (“1001 Álbuns Que Você Deve Escutar Antes de Morrer”). E com certeza, você deve escutar antes de morrer, essa é uma boa dica... 

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