Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

domingo, 30 de agosto de 2020

Zine Talk - Episódio 4 (Reflexões Sobre Música, Arte & Indústria)

 Por: Abel Marinho

Depois de muita espera, voltamos com os podcasts! Dessa vez, temos a presença do grandioso podcaster e músico Sidan Rogozinski para batermos um papo sobre a indústria musical, arte, cena independente e também sobre a trajetória do mesmo! 

Aproveitem nosso podcast e semana que vem tem mais! 

SOS TOTÓS E MIAUS

 Organização: Equipe Fanzine Brasil

 Queridos leitores, hoje nossa equipe está aqui para convidá-los a conhecer e ajudar um projeto DIY chamado "SOS Totós e Miaus". Pensando no bem-estar de animaizinhos abandonados, nós nos envolvemos com essa nobre causa e temos certeza de que nossos amigos e apoiadores também irão se envolver. Para doar qualquer valor, entre em contato conosco através do Instagram e disponibilizaremos os dados bancários de uma das idealizadoras responsáveis pela "SOS Totós e Miaus".

Começamos em 2017. Eu já havia me encarregado de manter hospedada em uma clínica uma poodle cega, que uma amiga havia resgatado, e que acabou sendo adotada. Mas por volta de março desse mesmo ano, uma amiga, a Cris, me escreveu para pedir ajuda para o caso da sobrinha, Talita, de uma colega dela, a Andreia. A situação eram três cachorros que viviam soltos em um condomínio em construção, em Itapevi. Assim que o condomínio ficasse pronto, os cães seriam postos para fora. A Talita conhecia o caso e vinha levando comida para eles fazia tempo. E vinha tentando ajuda de ONGs, mas sem nenhum resultado.

Nós quatro nos organizamos e resgatamos os cachorros. Um deles, o Caramelo, ficou em lar temporário na casa da Andreia, que no fim ficou com ele definitivamente, adotou. As duas fêmeas levamos para um sítio/hotelzinho para cães resgatados, o Focinhos da Mata, em Mairiporã. A Jéssica, a proprietária, recebeu super bem e cuidou delas por quase dois anos, levando para consultas em veterinário e tudo. Por falta de experiência, demoramos demais para conseguir adoção, mas elas acabaram indo para casas maravilhosas. Estão, todos os três, ótimos hoje em dia.

Bom, e daí para a frente foi uma sequência de resgates, de buscas por lar temporário (normalmente pago, é bem difícil achar quem hospede de graça), de busca por tratamento e por adotante. Um dos destinos mais comuns dos resgatados era a clínica que atualmente se chama Dra. Mei, na Vila Mariana. A Sandra e os sócios dela sempre faziam um preço camarada para os nossos resgatados e cuidavam deles superbem.

O ritmo dos resgates dependia do nosso bolso, na verdade, e de alguma doação de amigos e familiares. Mas de fato mais do nosso bolso. Porque é difícil conseguir doação para manter um cachorro por meses em lar temporário, para fazer cirurgia de castração, tratamento para as diversas doenças que eles têm quando são resgatados. E para exames, remédios, ração, antipulga, vermífugo e vacina.

A Andreia não pôde continuar no grupo por umas questões particulares. Talita, Cris e eu continuamos.

Nos últimos tempos surgiram casos de gatos que precisavam de ajuda, então nosso grupo, o SOS Totós, passou a ser o SOS Totós e Miaus.

Agora em julho, junto com alguns outros protetores (amigos nossos), fizemos um resgate-monstro: 19 filhotes e 4 adultos, mais 4 gatos. Estavam em um terreno, mais ou menos cuidados pelas pessoas que vivem lá. Cuidados mais para menos: um estado bem lastimável, na verdade.

Foi preciso uma mobilização da gente muito intensa, muita procura, muita criatividade, muita conversa, discussão, pesquisa. Por fim, conseguimos mais uma vez a parceria da clínica Dra. Mei. Eles acolheram os filhotes e as duas mães no sítio/hotelzinho deles em Caucaia (Cotia) por um preço de ONG, um preço de amigo. Um dos adultos já foi adotado por uma das protetoras do grupo, o outro está em lar temporário. Todos os filhotes foram adotados, assim como uma das mães. Olha, foi trabalhoso, foi uma novidade para nós lidar com a chuva de candidatos a adotantes que surgiu querendo os filhotes.

 E foi um gasto.

Fizemos vaquinha pela internet, conseguimos um valor bom.

Só que nesse ínterim surgiram mais casos: uma protetora que se encarregou de um gatinho de rua superdoente, uma nova cachorrinha que foi jogada naquele mesmo terreno cheia de câncer, e por aí vai. Fomos ajudando esses casos com dinheiro das nossas doações.

Agora essa reserva acabou, e entramos na fase de nós mesmas bancarmos, como é o habitual.

Para não esquecer: algumas ongs sim, ajudaram animais nossos, como a Amigos de São Francisco. Não só resgatarem o nosso Rabito e cuidaram dele como anunciaram, e ele foi adotado. Eles também permitem que a gente divulgue alguns dos nossos cachorros e gatos no site deles, e é incrível como isso acelera a adoção.

A questão é a seguinte: com cada vez mais gente sem emprego, há cada vez mais animais abandonados. Não é fácil bancar essa turma toda tratando bem como a gente gosta de tratar.

Precisamos de mais ajuda.

A seguir, fotos de alguns dos fofos. Estão quase todos aqui, mas não todos.





















 

 

sábado, 29 de agosto de 2020

A HISTÓRIA LUNÁTICA E SELVAGEM DO THE CRAMPS

 Por Abel Marinho

O rockabilly foi a porta de entrada para a juventude rebelde nos anos 50. Artistas como Elvis e Link Wray causaram muita polêmica por quebrar com os conservadorismos vigentes da época, e por serem figuras chaves na criação da subcultura dos rockers. 20 anos mais tarde, esse grupo de artistas ficou fora de moda, dando espaço a novos jovens rebeldes, conhecidos como punks. E o que aconteceria se misturássemos a crueza do punk rock com o som agitado e reconhecível do rockabilly?
 
Foi dessa mistura louca e imprevisível que se originou o The Cramps, um dos fundadores do gênero psychobilly, termo criado pela própria banda, embora Lux tenha afirmado que essa palavra não se encaixa precisamente a eles, e Ivy os considere como um simples “grupo de blues”. Além desse gênero, em termos estéticos, a banda sempre abordou temas humorísticos e irônicos de humor negro, com piadas de duplo sentido sexual e menções a filmes-B, misturados ao som típico anos 50, mesclados a uma dose da tradicional agressividade do punk rock. Poderíamos dizer que escutar Cramps seria como escutar Elvis se ele fosse vocalista do Sex Pistols!

  
Toda essa irreverência e petulância se originaram do casal fundador, Lux Interior (que escolheu esse nome de um comercial de carros) e Poison Ivy (ela escolheu o nome a partir de uma visão tida num sonho), que se conheceram quando o vocalista e um amigo deram uma carona para ela durante uma viagem. Movidos pela paixão por surf music, rockabilly, filmes-B e tudo relacionado a cultura, os dois se tornaram amigos e começaram a frequentar shows em rock juntos, pois de acordo com Lux: “Nós só queríamos ir em shows no sul da Califórnia pois todos lá se vestiam como loucos e não importava a banda que estava no palco. O público era mais interessante que a banda. Eu queria estar em uma banda e ela tocava guitarra”. 

Mas não foi de imediato que o The Cramps se formou, pois levou um tempo até  esse sonho se concretizar e isso não aconteceu em Sacramento, que foi o local em que se encontraram pela primeira vez. O destino é mesmo incrível. Eles dois, não só coincidentemente os dois se conheceram enquanto naquela carona, mas ambos acabaram na mesma aula de arte na faculdade! Era uma aula sobre arte e xamanismo, que dizia que a Bíblia era um código para se fazer cogumelos alucinógenos. Lux não apareceu o semestre inteiro e apenas apareceu no dia do aniversário de Ivy, para lhe entregar um desenho. Desde então, eles nunca mais se separaram. 

Lux Interior e Poison Ivy, um dos casais mais loucos e icônicos do rock.

De início, a banda teve diversas dificuldades antes de finalmente conseguir um espaço para tocar ao vivo. Mudaram-se para Akron, cidade natal do vocalista, porém, não fizeram nenhum show além de alguns ensaios. Faziam diversas viagens até Nova York para ver os Ramones e isso os levou a travar amizade com os Dead Boys, o que os levou a conseguir espaço na cena underground do CBGB’s (embora o dono do clube, Hilly Kristal os odiasse). Ainda nesse período, conseguiram espaço também no Max Kansas City, um dos berços primários do punk rock. Foi nesse contexto que nasceu a lenda das performances selvagens, loucas e irreverentes feitas pela banda, das quais fazia parte o famoso hábito de Lux, de engolir o globo do microfone... 

Um evento particularmente interessante na história do The Cramps foi o famoso show gratuito realizado no hospital psiquiátrico Napa State Mental Hospital, em 1978, no qual vários pacientes tentaram fugir. Com certeza esse era um ambiente propício e uma situação nada incomum para uma banda como o The Cramps! Outra história interessante é que, durante alguns anos, Ivy trabalhou como dominatrix, e ela própria já confirmou a história dizendo: “Isso é verdade. Foi uma época muito interessante. Eu estava ganhando muito mais dinheiro do que qualquer outra pessoa na banda. E o trabalho me agradou. Não lutamos da maneira que teríamos se eu apenas continuasse trabalhando como garçonete. Isso nos permitiu ser independentes”. 

Imagens do show lendário que a banda fez no hospital psiquiátrico

Os anos 80 talvez tenham sido o período mais prolífico na carreira da banda. Eles participaram do  famoso filme “Urgh! A Music War” e compuseram a faixa "Surfin’ Dead" para o longa “A Volta dos Mortos Vivos”. Embora a banda fosse bem conhecida e aceita na Europa, ela nunca teve o mesmo sucesso nos Estados Unidos, e constantemente lutava para assinar um contrato no país - que, ironicamente, é o berço do rockabilly. No entanto, nada disso os abalou. O The Cramps sempre se manteve firme em seu som e não importa quantos anos se passassem, eles nunca mudavam seu estilo, pois de acordo com Lux: “No momento em que começamos, e ainda hoje, você ouve as pessoas dizerem: ‘Queremos fazer algo novo. Não queremos ter nada a ver com o passado. 'Bem, está tudo bem, mas com certeza você faz um monte de porcaria assim". 

Foi com esse espírito que os Cramps jamais deixaram de gravar, mesmo em seus anos finais em que pararam de realizar turnês. Tiveram Ivy como a gerente da banda, e ela sempre manteve sua mão-de-ferro nos aspectos administrativos. Em sua trajetória, também contaram com o talentoso Kid Congo Powers. O tempo passou desde quela carona. O The Cramps sobreviveu ao teste do tempo e, até hoje, continua a ser uma grande referência para incontáveis bandas do meio punk e do rockabilly. 


Referências:




terça-feira, 18 de agosto de 2020

ECHO AND THE BUNNYMEN: ELES SUPERAM OS BEATLES E SUAS MÚSICAS JÁ FORAM PARA O ESPAÇO

 Por Juliana Vannucchi

O ECHO É MELHOR DO QUE O THE BEATLES?

O Echo & The Bunnymen é uma das mais aclamadas bandas surgidas em Liverpool, cidade que lançou ao mundo alguns dos maiores expoentes do Rock And Roll. Segundo o vocalista Ian MCCulloch, o Echo é, inclusive, melhor do que The Beatles...

Tudo começou com o The Crucial Three, cujos integrantes eram Ian McCulloch, Julian Cope e Pete Wylie. Esse foi o remanescente do Echo. No entanto, os dois últimos músicos citados, deixaram a banda e Ian, então, juntou-se a Will Sergeant, com quem formou um duo intitulado "Echo". Eles usavam uma caixa de ritmos para substituir a bateria. Mais tarde, Les Pattinson , que era baixista, se uniu a eles e o grupo logo fez sua apresentação de estreia sob o nome de "Echo & The Bunnymen".No ano seguinte, Pete de Freitas passou a fazer parte da banda que, daí em diante, caminharia rumo ao brilhantismo.


 O SUCESSO ECHO & THE BUNNYMEN ULTRAPASSA LITERALMENTE OS LIMITES TERRENOS...

Os anos oitenta foram prolíferos em termos musicais e muitas produções dessa época se tornaram memoráveis, marcando essa geração e se eternizando pelas seguintes. Uma das canções mais brilhantes lançadas nesse período foi “Killing Moon”, o cartão-postal do Echo & The Bunnymen. A banda também lançou outros singles ilustres que sobressaíram nessa mesma época, tais como “Lips Like Sugar” e “The Cutter”.

O Echo & The Bunnymen deu seus primeiros passos no final dos anos setenta. Ian, o polêmico e talentoso frontman da banda, certa vez comentou: “Somos influenciados pelos anos 70, por nomes como The Stooges, Velvet Underground, The Doors”. Contudo, a sonoridade do Echo, no geral, é bem divergente da música desses grupos que o influenciaram, e o Echo foi competente ao edificar uma atmosfera sonora e lírica bem autônoma, especialmente conduzida pela voz ímpar de seu vocalista. Há uma unicidade cativante no som da banda de Liverpool e esse fator dificulta uma possível categorização musical. Ao longo do tempo, os Bunnymen foram associados a vários termos e descritos dentro de diversos gêneros musicais, como New Wave, Pop Rock e o abrangente (e constatável) Post-punk. Mas se há um rótulo, dentre tantos, que incomodou os membros da banda, foi chamá-los de “góticos”. Os integrantes do Echo já revelaram não se identificar com esse termo. Ian, certa vez, disse numa entrevista: “Não gostamos que nos rotulem como góticos ou darks, só porque usamos ternos e sobretudos pretos. Até mesmo porque detestamos música gótica. Somos uma banda dos anos 70”. De fato, talvez chamá-los de “góticos” seja um grande equívoco, já que o conjunto de sua discografia se distancia de uma estética obscura. Em suma, a originalidade sonora e a qualificação da banda simplesmente dispensam a necessidade de rótulos.

Ian, em mais de uma ocasião, revelou seu apreço pelo Ocean Rain, que foi o quarto álbum de estúdio lançado pelo Echo. Por sua maestria sonora e atemporalidade, desde sua estreia  até os dias de hoje, esse primoroso disco continua a fascinar pessoas dos quatro cantos do globo e... também de fora do mundo! Sim. É isso mesmo: o astronauta Timothy Korpa chegou a escolher esse álbum como trilha sonora de uma viagem ao espaço. Esse fato inusitado o levou a declarar que o Echo é “a banda mais deslocada do universo”.

O Echo tem um total de treze álbuns de estúdio, sendo que o período mais prolífero da banda foram os anos oitenta, época em que lançaram clássicos como o já citado “Ocean Rain” e o célebre “Heaven Up Here”. Além desses, na realidade, os quatro primeiros trabalhos são todos qualificados. Nessa mesma década, o sucesso explodiu quando a faixa “People Are Stange”, cover do The Doors, entrou para a trilha sonora do filme “The Lost Boys”, clássico vampiresco de 1985. Todos os outros álbuns são dignos de elogio, mas não se destacaram tanto quanto esses dois. De todas as produções de estúdio, o Reverberation, lançado em 1990, foi o único que não contou com a participação do frontman Ian McCulloch, que deixou a banda em meados de 1988, depois que o baterista de Freitas faleceu num acidente de moto. O vocalista, então, foi substituído por Noel Burke, e Damon Reece assumiu as baquetas. O Reverberation, contudo, não emplacou, e enquanto o grupo de Liverpool colhia os cacos dessa sua nova produção para tentar se reconstruir de alguma maneira, Ian investia em sua carreira solo. Após esse hiato, anos mais tarde, precisamente em 1997, o frontman retornou ao grupo. A partir disso, o Echo, conforme antecipado acima, seguiu com uma carreira bastante irregular e, definitivamente, não conseguiu atingir o mesmo brilhantismo e criatividade de sua aclamada fase dos anos oitenta.
É válido citar aqui o álbum The Fountain, de 2009, que se destaca por ter contado com a participação de Chris Martin, vocalista do Coldplay que, desde que conheceu o Echo, ficou fascinado pela banda e especialmente pela genialidade de seu frontman.

“KILLING MOON É MAIS QUE UMA MÚSICA E CONTÉM A RESPOSTA PARA O SIGNIFICADO DA VIDA”:

No início dos anos dois mil, o filme Donnie Darko causou um revival mundial desse período e um dos destaques da trilha sonora do cult foi justamente “The Killing Moon”, que, para muitos, é a melhor música da história do Echo & The Bunnymen. De acordo com Ian, quando ele a canta, percebe que nenhuma outra banda do mundo chegou a criar uma faixa que chegue perto dessa - nem mesmo Bowie, garante ele. O vocalista, aliás, sempre se mostrou orgulhoso em relação a essa música que, de fato, possui uma melodia profundamente poética, pela qual é praticamente impossível não se apaixonar. Numa entrevista concebida em 2015, ele comentou a respeito da inspiração para escrever a letra, contando que, certa manhã, simplesmente acordou com a frase “fate up against your will” na cabeça: “Você não sonha com esse tipo de coisa e depois se lembra. É por isso que atribuo a Deus metade da criação dessa letra. Nunca antes aconteceu algo assim, nem antes e nem depois”. E também confessou: “Eu costumo dizer que é a melhor música que eu já escrevi. Mas ela é mais do que uma música. É um salmo [...] É sobre tudo, desde o nascimento até a morte, até a eternidade e Deus - seja o que for - e a eterna batalha entre o destino e a vontade humana. Ela contém a resposta para o significado da vida. É o meu ‘ser ou não ser’ [...] Eu continuo amando The Killing Moon. A letra é misteriosa e aberta a interpretações”. Mas em relação ao uso da música no filme Donnie Darko, Ian não pareceu tão orgulhoso. Ele desabafou com o portal Louder Sound: “Eu mencionei em algum lugar que The Killing Moon era sobre predestinação e ele escreveu o filme inteiro sobre isso. Bastardo atrevido! Ele nos deu essa quantia única pelo uso da música, dizendo que era apenas um pequeno filme independente, mas esqueceu de citar que a Drew Barrymore estava por trás disso, que tinha mais dinheiro que Howard Hughes. Por melhor que seja, ele deveria pelo menos ter nos dado um crédito pela ideia”.

(...) Killing Moon é sobre tudo, desde o nascimento até a morte, até a eternidade e Deus (...)
 

NÃO PERCA TEMPO COM O DEPECHE MODE - MUITO MENOS COM O FRESCURENTO DO MORRISEY...

Além da excelente qualidade da discografia da banda, outro aspecto que marcou a sua trajetória foram as incontáveis declarações polêmicas e os inúmeros desafetos que o encrenqueiro Ian McCulloch colecionou ao longo das décadas. Durante os anos oitenta, criticou Bono Vox e o U2, que viviam um ótimo momento em suas carreiras. Nesse mesmo período, o Echo And The Bunnymen realizou uma turnê com o New Order, e o comportamento agressivo e ríspido de Ian deixou Peter Hook boquiaberto, conforme ele próprio declara no livro “Substance”, biografia oficial do New Order, na qual consta que Ian batia nos roadies da banda e quebrava equipamentos quando se sentia irritado. Numa entrevista dada à TV Cultura, Ian também alfinetou bandas como o Depeche Mode, dizendo não entender como há pessoas que perdem tempo com eles. Também já classificou o The Cure como horrível, disse que a voz do Morrissey é chata e que ele é extremamente fresco. Declarou ainda que odeia a cena gótica e não gosta de Pearl Jam - embora goste de Nirvana e tenha comprado discos da banda durante os anos noventa.

CAIPIRINHAS, EMOÇÕES E O FRACASSO DO FUTEBOL BRASILEIRO:


O Echo já esteve várias vezes no Brasil, e Ian mostrou simpatizar com o país. Na primeira vez em que vieram ao país, em 1987, o sucesso da banda era estrondoso e eles já haviam tocado em palcos de vários lugares do mundo, mas Ian contou que as emoções vividas no Brasil foram únicas e que a “experiência mística” - são palavras do vocalista em nossas terras- mostrou a eles a força e o potencial da banda de uma maneira que eles próprios desconheciam. Ian sempre elogiou o público verde e amarelo, já confessou seu apreço pela caipirinha, arriscou-se como DJ no país e disse que numa de suas passagens no Brasil precisou comprar uma mala para levar as tantas camisas de futebol que ganhou por aqui. Aliás, como grande fã do esporte (e a título de curiosidade, torcedor do Liverpool), tem acompanhado a decadência da seleção brasileira: “Depois de Pelé e Zico, o Brasil não teve ninguém à altura (...) Deixar o mundo inteiro ver uma seleção brasileira dando vexame pode ser muito prejudicial para a imagem do futebol brasileiro”, declarou ao jornalista Jardel Sebba no início dos anos dois mil... pois imagine o que ele não pensa agora de nossa seleção!
 

O polêmico vocalista do Echo And The Bunnymen 

Referências:


https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2209199909.htm

http://www.sanainside.com/arquivos-do-central-da-musica/entrevistas/somos-uma-banda-dos-anos-70-afirma-mcculloch/

https://www.publico.pt/2013/08/09/jornal/tres-quartos-de-hora-com-um-velho-amigo-26911111

http://www.bunnymen.com

https://www.pauldunoyer.com/echo-and-the-bunnymen-interview/

https://crypticrock.com/interview-will-sergeant-of-echo-the-bunnymen/

https://www.google.com.br/amp/s/rollingstone.uol.com.br/amp/noticia/echo-the-bunnymen-lancara-album-com-colaboracao-de-chris-martin/

https://www.google.com.br/amp/s/rollingstone.uol.com.br/amp/noticia/echo-the-bunnymen-lancara-album-com-colaboracao-de-chris-martin/

http://www.screamyell.com.br/musica/ianjardel.html

https://www.theguardian.com/music/2015/apr/07/how-we-made-the-killing-moon-ian-sergeant-echo-and-the-bunnymen

https://www.google.com.br/amp/s/amp.theguardian.com/music/2015/apr/07/how-we-made-the-killing-moon-ian-sergeant-echo-and-the-bunnymen

https://www.loudersound.com/features/the-story-behind-the-song-the-killing-moon-by-echo-the-bunnymen-1

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