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quinta-feira, 16 de julho de 2020

OS 10 GUITARRISTAS MAIS INCRÍVEIS DA CENA PÓS-PUNK:

Por: Juliana Vannucchi (colaboração de Diego Bagadin)

Preparamos uma lista de alguns dos mais guitarristas mais marcantes da vasta cena Pós-punk. Felizmente, além das lendas que vamos citar abaixo, há muitos outros que nos legaram hits e solos memoráveis. Dentre tantos gênios, após bastante pesquisa e reflexão, nossa seleção ficou da seguinte forma... 

Rowland Howard:

Um dos maiores ícones do Pós-punk australiano, Howard tocava guitarra de uma maneira simplesmente sobrenatural. Conduzia seu instrumento com imensa sensibilidade e intensidade. Ao longo de sua trajetória, participou de bandas notáveis como “The Boys Next Door”, “The Birthday Party”, “Crime & City Solution” e “These Immortal Souls”, além de ter produzido dois álbuns solo e gravado algumas músicas com Lydia Lunch.

Suas melodias mesclavam na dose certa um pouco de agressividade e de melancolia e, em várias faixas com as quais colaborou, seu instrumento era o verdadeiro fio condutor. Foi ele que compôs “Shivers”, uma das baladas mais sombrias e famosas do universo Pós-punk, além de ter sido ele o grande gênio inventivo e maestro de “Six Bells Chime”, música que, ao meu ver, representa o auge de seu talento. Aliás, nesse ponto torna-se válido citar que Howard foi o guitarrista do mais conhecido e conceituado álbum do The Crime & City Solution, que é “Room Of Lights”, responsável por impulsionar a banda da Austrália para o resto do mundo.
Seu modelo preferido de guitarra era a Fender Jaguar, que ele adquiriu em 1978. Howard usava frequentemente pedais de distorção e efeitos. Seu jeito de tocar e suas inúmeras colaborações com as bandas das quais participou, influenciaram grupos póstumos como Primal Scream e My Bloody Valentine. Howard possuía uma sensibilidade atípica e conseguia transpor qualquer sentimento no som de sua guitarra. Sempre vai ser um mito atemporal do Rock And Roll...

O guitarrista mais conceituado da cena Punk e Pós-punk australiana.


Billy Duff:

Billy Duff foi o lendário guitarrista do The Cult, responsável pela criação da memorável introdução do clássico “She Sells Sanctuary” e também de muitas outras músicas marcantes que gravou com a banda inglesa.

Ao longo de sua trajetória composta por dez álbuns de estúdio, o The Cult alternou um pouco a essência de sua sonoridade, e Billy Duff sempre se encaixou bem e obteve êxito em todos esses experimentos musicais.

Duff é um verdadeiro gênio e grande parte da singularidade e brilhantismo do The Cult deve-se a este compositor majestoso. Sua maneira de tocar influenciou muitos músicos, tal como foi o caso de Johnny Marr, o respeitado guitarrista do The Smiths, sobre qual falaremos a seguir...

O autêntico Billy Duff.

Johnny Marr:

O The Smiths é uma das maiores bandas de todos os tempos e por mais que Morrisey sempre tenha sido o principal símbolo do grupo inglês, certamente, o vocalista não teria alçando um desfecho tão magnífico se não fosse pelo talento de Johnny Marr, que é simplesmente um dos mais conceituados guitarristas da história do Rock And Roll.

Os arranjos compostos por Johnny Marr penetram o ouvinte e o elevam a um estado além do tempo e do espaço. No final das contas, ao meu ver, ele sempre foi o principal motor criativo da banda.

Johnny Marr, guitarrista do The Smiths.


Steve Stevens:

Desde a adolescência, o rebelde Billy Idol se mostrou imensamente talentoso. Mas precisamos admitir que o punker não teria chegado tão longe em sua carreira, se não fosse pela parceria com Steve Stevens, que foi seu par perfeito, o músico que iluminou o caminho de Idol e que sempre encontrou as melodias mais incríveis para acompanhar sua incomparável voz. 

O consagrado Steve Stevens também gravou com outros grandes músicos do Rock, como Peter Criss, do KISS e Sebastian Bach, astro do Skid Row, além de ter colaborado com ninguém mais, ninguém menos do Michael Jackson, o eterno Rei do Pop.

Steve Stevens: um monstro consagrado.

Blixa Bargeld:


O guitarrista alemão foi fundador da banda Einstürzende Neubauten, um dos grupos mais lúgubres dos anos oitenta. Ele também teve uma passagem célebre ao lado da banda australiana Nick Cave And The Bad Seeds, através do qual obteve maior reconhecimento e fama e pela qual eternizou-se cantando “Weeping Song”. Blixa é um dos guitarristas darks mais talentosos e até hoje, provavelmente é o mais venerado pelos morceguinhos! Seu estilo experimental, ruidoso e ousado abriu caminho para muitos músicos que seguiram a trilha de arranjos sombrios.

A título de curiosidade, vale citar que Blixa não apenas se destacou como guitarrista, mas também como ator, embora sua carreira na seria arte tenha sido bem discreta.


Blixa: um guitarrista e vocalista de enorme prestígio.


Peter Perrett:

Perrett esteve longe dos holofotes na maior parte de sua carreira, porém, embora tenha se mostrado um artista discreto, ainda assim, foi um ícone de seu tempo e até hoje é imensamente respeitado por suas colaborações com a banda “The Only Ones”. Sua maneira glamourosa de tocar tem uma herança grande da linhagem Punk, e geralmente soa de forma escrachante e agressiva, embora, em algumas músicas, torne-se mais sensível e amena. O fato é que, independente da melodia, ele sempre tocou de uma forma sedutora. Puro Rock And Roll.

O poético Peter Perrett, líder do The Only Ones.

Captain Sensible:

Se você é fã de Punk ou Pós-punk, certamente é fã de Captain Sensible. O estiloso guitarrista inglês fez alguns dos trabalhos musicais mais renomados dos anos oitenta e se tornou um verdadeiro mito. Sensible brincava com a guitarra e ao longo da carreira variou bastante o estilo de seus arranjos, embora sempre tenha mantido uma qualidade refinada em suas produções.

O irreverente Captain Sensible.


John McGeoch:

Em sua prolifera carreira musical, o engenhoso John McGoech passou por várias bandas com as quais sempre fez colaborações grandiosas. Se destacou especialmente pelos álbuns gravados com as bandas inglesas Siouxsie And The Banshees e Magazine. Por onde esteve, brilhou. Não havia tempo ruim para McGeoch e ele era capaz de transpor em sua guitarra o clima ideal de cada banda pela qual passava, e todos os seus trabalhos foram qualificados. Além das duas bandas citadas acima, gravou um ótimo álbum com o “The Armoury Show”*, fez um trabalho notável com o PIL e gravou algumas faixas para o “Kiss Me Deadly”, que é simplesmente a melhor produção da Generation X.

Talvez ele seja o guitarrista mais genial do universo Pós-punk e não há dúvida de que foi um dos instrumentistas mais originais e inventivos de toda a história do Rock And Roll.

*Único álbum lançado pelo grupo.

McGeoch: um dos melhores guitarristas de todos os tempos.


Daniel Ash:

Daniel Ash foi, provavelmente, o guitarrista mais consagrado da música Dark oitentista, além de ter sido um dos mais famosos de seu período. Suas distorções, ecos e ruídos sublimes ajudaram a moldar a sonoridade ímpar do Bauhaus e, com o passar do tempo, seu jeito de tocar serviu como referência para muitos outros músicos.

Daniel Ash se apresentando com o Bauhaus.

Andy Gill:

O guitarrista e fundador da banda Gang Of Four, falecido em 2020, não poderia estar fora da nossa lista. Sua ousadia criativa o levou a dar vida a uma sonoridade muito singular e elogiável. Sua banda era uma espécie de laboratório de experimentos melódicos e rítmicos do qual saíram composições fascinantes. Gill sempre será lembrado um dos mais épicos e frutíferos de sua geração e também das gerações posteriores, que certamente o terão como inspiração.

Andy Gill em ação... 

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