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SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

TOP 5: LENDAS DO ROCK QUE SE ENVOLVERAM COM O CINEMA

Por Juliana Vannucchi

Ao longo do tempo, alguns dos maiores expoentes do rock se aventuraram, e outros vêm se aventurando na onda de escrever roteiros, produzir filmes e atuar. Será que esses músicos, realmente mandam bem além dos palcos? Você confere agora uma listinha caprichada na qual mostramos alguns dos maiores destaques do rock and roll que deixaram sua marca também no universo da Sétima Arte… Convenhamos que essa lista está bem simples porque, para nossa felicidade, a história do cinema está recheada de muitas outras participações além das que estamos menciomnando aqui. O lendário Lemmy Kilmister, por exemplo, marcou presença no filme "Os Cabeças de Vento". Dave Grohl, líder do Foo Fighters, interpretou um demônio no longa "Tenacious D". Já o Flea, virtuoso baixista do Red Hot Chili Peppers, apareceu no filme "Psicose", do aclamado Gus Van Sant. Prince, participou de "Purple Rain" e David Bowie, é claro, merece uma menção honrosa e uma atenção especial aqui por ter estrelado vários filmes e ter encarnado personagens memoráveis em produções como "Labirinto", "O Homem Que aCaiu na Terra" e muityas outras. Feitas essas considerações, vamos lá...  

1- Bruce Dickinson (Iron Maiden) –  CASAMENTO QUÍMICO

O mais aclamado dos vocalistas do Iron Maiden escreveu o roteiro e produziu a trilha sonora de "The Chemical Wedding" (em português “Casamento Químico”), que tem sua história centrada na vida de Aleister Crowley, famoso ocultista britânico. Aliás, muitos músicos do rock and roll já prestigiaram Crowley em algumas canções. O filme tem seus méritos pena trilha sonora e ajuda a compreender um pouco melhor a vida dessa misteriosa lenda que foi Aleister Crowley. Mas vale dizer que apesar de toda a fama de Bruce e do Iron Maiden, infelizmente, a produção não foi muito popular no Brasil…

 2- Bret Michaels (Poison) – CORREDOR DA MORTE

Lançado em 1998, o filme narra a história do personagem Michael, que escreve sua versão sobre o assassinato de sua namorada, crime do qual se jura inocente e pelo qual foi condenado à morte. A trama evolui dentro dessa tensão e conta com uma boa pitada de suspense! Esse agradável longa foi dirigido e roteirizado por ninguém mais, ninguém menos, do que um dos mais renomados vocalistas do rock and roll, Bret Michaels, que cantou na glamourosa banda Poison. Além de ter sido diretor do filme, o músico, em outras ocasiões, também já deixou sua marca no cinema como ator.


 3- Pete Townshend (The Who) – TOMMY 

Pete Townshend, o aclamado guitarrista do The Who, ajudou o diretor Ken Russell a produzir "Tommy", baseado na Ópera Rock que a banda lançou em 1969. O trabalho de Townshend foi muito bem feito, e o filme chegou a receber premiações no Globo de Ouro, e receber indicações ao Oscar. Com certeza o músico poderia ter seguido carreira de roteirista, pois antes mesmo de trabalhar nessa produção, já criou um álbum ("Tommy") que equivale genuinamente por uma obra literária! Vale a pena conferir o musical de Pete Townshend, que consiste numa obra psicodélica e totalmente fantástica.

 

Cena do filme "Tommy".
 

4- Nick Cave (Nick Cave And The Bad Seeds) – OS INFRATORES

O músico australiano é conhecido por compor canções sombrias e melancólicas. Para quem gosta de seu estilo sonoro, "Os Infratores" é um prato cheio. O longa reflete muito bem o espírito musical do cantor. Cave obteve enorme reconhecimento por seu trabalho em "Os Infratores". Se você é fã do músico, não deixe de conferir esse filme!

 5- Slash – Guns n’ Roses - BOCA DO INFERNO

O envolvimento do guitarrista Slash com o cinema é tão grande, que o roqueiro possui até uma empresa de filmes chamada “Slasher Films”. Sua primeira participação como produtor foi na obra de horror "Nothing Left To Fear" (“Boca do Inferno” em português), lançada em 2013. Em entrevista ao " Pulse Of  Radio", o lendário guitarrista comentou: “Produzir um filme é definitivamente mais complexo… Isso é um processo demorado, conseguir o dinheiro necessário é muito difícil, porém, eu realmente gostei disso, já que eu tenho uma grande paixão por aquilo que quero fazer dentro do longa e, ademais, eu adoro estar envolvido no processo de desenvolvimento, encontrando as pessoas certas, conseguindo e reunindo todos os componentes necessários para almejar fazer um grande filme, sabe?"

"Nothing Left To Fear" é um terror que, infelizmente, está longe de ser uma obra-prima, apesar de poder dar um ou outro susto. Mas… tendo as mãos de Slash na produção, com certeza vale a pena conferir!

 

Slash é um grande fã da Sétima Arte.

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

BANDAS DE MANCHERSTER QUE SE TORNARAM MUNDIALMENTE CONHECIDAS

 Por Juliana Vannucchi

A Inglaterra é um país no qual surgiram alguns dos maiores expoentes de toda a história do Rock And Roll, tal como os lendários The Beatles, Pink Floyd, Led Zeppelin, Sex Pistols e inúmeras outras bandas. Em meio a todo esse cenário, a cidade de Manchester, localizada no noroeste da Inglaterra, foi um ambiente muito especial, no qual nasceram artistas de grande importância que alcançaram sucesso mundial e que lançaram materiais atemporais e inesquecíveis. Nossa lista irá apresentar cinco bandas dessa cidade que se tornaram mundialmente conhecida, mas lembre-se: existem várias outras além dessas, e vale a pena aprofundar a pesquisa.


Joy Division

É difícil escutar o Joy Division sem se apaixonar perdidamente pela poesia sonora de suas músicas. Certamente, essa banda configura entre as mais criativas e marcantes de todo o mundo! A singularidade sombria do vocalista Ian Curtis foi impactante e guiou os outros integrantes para caminhos sublimes e diferenciados, que rompiam com as produções musicais tradicionais da época em que surgiram (início dos anos 70). Bastaram dois álbuns de estúdio para que o sucesso explodisse e para que eles se eternizassem! Porém, a trajetória do Joy Division foi curta, e foi selada com o trágico falecimento do vocalista, que tirou a própria vida em 1980. Mas os fins também são começos e, após o período de luto pela morte do músico, o New Order começou a dar seus primeiros passos...

Magazine 

Que prazer imensurável escrever sobre o Magazine! Particularmente os vejo como o maior destaque dentre todas as preciosas bandas nascidas em Manchester e vou justificar meu posicionamento: o Magazine fez um tipo de música esquisita e que os rendeu certo reconhecimento na cena Punk e Pós Punk. Essa “esquisitice sonora” foi a assinatura da banda, sua fórmula mágica e seu grande diferencial, pois eles não produziram algo que se enquadrasse, necessariamente, no Punk, no Pós-Punk, no Dark ou sei lá em quê! O resultado disso é a maravilhosa dificuldade que surge quando tentamos classificá-los, pois eles escapam de qualquer tipo de categorização – soam como um pouco de tudo e muito de nada, entende?

É demasiadamente prazeroso embarcar nessa engenhosidade mística da banda e se perder no timbre assustador e deslumbrante da voz divina de Howard Devoto, que nunca sabemos para onde irá nos conduzir! Embora o Magazine não seja absurdamente popular aqui no Brasil (provavelmente os menos famosos dessa lista), gravaram uma faixa que é bem conhecida, chamada “Shot By Both Side”, que conta com uma guitarra desconcertante tocada pelo gênio John McGeoch.

Oasis

Chegamos aos queridinhos mais doces e enjoativos da Inglaterra!! Ao lado do The Smiths, acredito que, de maneira geral, seja o grupo mais bem sucedido dentre todos os que nasceram em Manchester. 

Embora já tivesse algum tempo de estrada, foi no ano de 1994 que a banda arrebentou e, a partir de então, rapidamente se firmou no cenário musical. Atualmente, possuem uma leva de fãs no mundo inteiro e são os donos de algumas das baladinhas mais famosas, fofas, meigas e chatas que o mundo já conheceu e que virou, mexeu, colam na cabeça, como, por exemplo “Wonderwall” e “Stand By Me”.

 

O Oasis despontou em 1991 e logo conquistou o mundo com seus melodramas

 
A carreira musical do Oasis foi extremamente bem sucedida


The Smiths
 

O The Smiths foi formado em Manchester no ano de 1982, e é um dos grupos mais brilhantes que já existiu. Morrissey, embora seja um grande babaca, sempre foi o principal símbolo da banda e, com certeza, foi um dos artistas mais criativos do mundo da música. O timbre de sua voz possui uma sutileza tocante e envolvente, que se complementa ideal e harmoniosamente com as refinadas notas de guitarra tocadas pelo talentoso Johnny Marr, que é, assim como o vocalista, um mito à parte e pode ser considerado o grande maestro do The Smiths.

O período de atividade da banda foi curto, durando apenas cinco anos, ao longo do qual foram lançados quatro álbuns. Porém, esse tempo foi o suficiente para que se eternizassem. O The Smiths a é especial e tem uma estética empolgante, única e inalcançável. Muitos corações seguem dançando e se emocionando no embalo das melancólicas músicas da banda.


The Stone Roses 

E foi também na gloriosa e fértil cidade de Manchester que uma das mais influentes bandas do Rock And Roll começou sua jornada. Trata-se do The Stone Roses, um dos maiores clássicos do gênero Indie.

Eles gravaram somente dois álbuns de estúdio, mas essas produções já foram suficientes para que se imortalizassem e cravassem sua marca na história do Rock alternativo. Suas músicas, em geral, provocam um clima onírico que é preenchido com longas e glamourosas distorções de guitarra!

Texto anteriormente publicado em: https://www.audiograma.com.br/2018/02/dica5-bandas-de-manchester-que-se-tornaram-mundialmente-conhecidas/



terça-feira, 7 de abril de 2020

9 CURIOSIDADES SOBRE O DEAD CAN DANCE

Por: Juliana Vannucchi e Abel Marinho

“Em última análise, a mensagem é abrir catarticamente as possibilidades de outros seres humanos terem um espaço onde possam olhar para dentro e descobrir quem realmente são”. - Lisa Gerrard.

Selecionamos alguns fatos interessantes sobre uma das bandas mais primorosas de todos os tempos. Confiram nossa lista e deixem seus comentários!

O MISTERIOSO IDIOMA FALADO POR LISA GERRARD:

Lisa Gerrard canta algumas músicas numa língua desconhecida, inventada por ela mesma. Certa vez, a vocalista do Dead Can Dance comentou que começou a cantar dessa forma quando tinha aproximadamente doze anos e disse que esse idioma vem de dentro de si e é algo inexplicável. Gerrard também falou que essa é a “linguagem do coração” e que acreditava que ela estava falando com Deus quando era criança e cantava nessa língua. O ato de se falar num idioma inventado chama-se “idioglossia” e pouquíssimas pessoas têm capacidade de fazer isso.

A RELAÇÃO ENTRE LISA GERRARD E BRENDAN PERRY:

Brendan Perry e Lisa Gerrard já foram casados, embora sempre tenham sido muito discretos em relação a suas vidas particulares. Durante o período de gravação do álbum “The Serpent’s Egg”, eles estavam juntos, contudo, dois anos mais tarde, na época da produção do “Aion”, já não havia nada entre os músicos. Pouco tempo depois da gravação desse álbum, Lisa começou a namorar, se casou e teve uma filha (que nasceu em 1992). Perry também se casou novamente e também teve uma filha.
De maneira geral, o relacionamento de ambos teve altos e baixos, mas numa entrevista ao Chicago Tribune, Gerrad comentou que ambos sempre tiveram uma sintonia grandiosa e que, ao lado de Brendan, descobriu muitas referências marcantes na arte, na literatura e na filosofia.

INFLUÊNCIA DA FILOSOFIA DE NIETZSCHE:

O último álbum de estúdio que o DCD lançou recebeu influência do livro “O Nascimento da Tragédia”, escrito pelo pensador Friedrich Nietzsche. Perry comentou que essa obra filosófica foi uma verdadeira revelação para ele. De acordo com o músico, a leitura o levou a descobrir o significado do dualismo entre o apolíneo e o dionisíaco. Ele disse que o primeiro desses aspectos “é sobre ordem, meditação e controle”, enquanto o segundo se relaciona com “a liberdade, sendo quase uma improvisação”. O músico também explicou que quando essas duas forças atuam em conjunto é que surge a arte.

Quando se conheceram, Brendan logo percebeu que Lisa era uma artista de Vanguarda.

DIONÍSIO: O DEUS DA EMBRIAGUEZ:

Em relação ao último álbum, que a banda lançou em 2018, Perry disse: “É uma energia subliminar e inconsciente, que faz parte da natureza”. De acordo com ele, justamente por carregar tais características, não seria possível compreendê-lo através do intelecto.
O título e o conceito do álbum são referências ao Deus grego Dionísio e aos festivais dedicados a ele. Perry disse: “Parte da celebração dionisíaca é alcançar ekstasis ou ecstasy”. O músico comentou também que em certos locais do mundo nos quais não há forte influência do cristianismo, ainda existem remanescentes dos festivais dionisíacos. Brendan disse: “As pessoas usam máscaras e dançam em círculos quase como se o tempo parasse em suas celebrações. Há um festival em particular chamado Kukeri, na Bulgária, que é realmente bonito”.

A CARREIRA SOLO DE LISA GERRARD:

Lisa Gerrard não possui notoriedade apenas pelas produções musicais feitas em parceira com Brendan Perry, mas também por sua prestigiada carreira solo. A cantora australiana possui quatro produções de estúdio, dentre as quais destaca-se “The Silver Tree", que talvez seja o mais especial de seus álbuns, pois conforme ela própria já disse, ele é uma verdadeira revelação de sua alma.

PERRY JÁ TOCOU NUMA BANDA DE PUNK ROCK:

Antes de formar o Dead Can Dance, Brendan Perry integrou uma banda de Punk Rock australiana chamada “The Scavengers”. Ele se juntou ao grupo em 1977 (ano mais importante da história do movimento Punk), ocupando o lugar do baixista Marlon Hart. A banda foi formada por dois estudantes de Design Gráfico e só possui um álbum lançado. Podemos dizer que Brendan, mesmo antes da formação do Dead Can Dance, já era bem conhecido no meio underground.

Curiosamente, Lisa, por sua vez, também integrou uma banda Punk, embora aparentemente ela não tenha se envolvido tanto com esse projeto. Além disso, em seu passado, ela foi uma artista de rua, fato que causou muita preocupação em seus familiares...
Brandan e Lisa se conheciam antes mesmo da criação do Dead Can Dance. Porém, ele não cogitava gravar nada com sua futura parceira, pois ele a achava muito vanguardista...

LISA GERRARD E SUA COLABORAÇÃO COM A SÉTIMA ARTE:


Um fato interessante sobre a artista australiana é que ao longo de sua trajetória no universo musical, ela já compôs para inúmeros filmes famosos, tal como "Gladiador" (2000), "A paixão de Cristo" (2004) e "Men on fire" (2004). Lisa sempre foi muito elogiada por suas colaborações com trilhas sonoras de filmes.

O Dead Can Dance é uma banda australiana, formada em 1981.

INFLUÊNCIAS RELIGIOSAS:

Muitas pessoas se perguntam se Gerrard e Perry são religiosos. Conforme eles mesmos já declararam, suas músicas são feitas para que os ouvintes possam se reconectar com suas almas. Brendan, porém, já admitiu que possui enorme interesse pelo paganismo, com o qual, aparentemente, se identifica bastante.

Lisa já chegou a dizer que todas as religiões, no fundo, estão centradas na evolução espiritual. E para a vocalista do Dead Can Dance, o desenvolvimento espiritual é um crescimento abstrato. Ela também declarou que não costuma falar muito sobre espiritualidade, e que cada indivíduo possui suas próprias fontes para desenvolvimento.

BRENDAN E QUESTÕES POLÍTICAS:

Brendan Perry já se inseriu em várias polêmicas em relação à política. Desde os anos oitenta, por exemplo, ele se recusa a tocar em Israel. Brendan, porém, já fez questão de esclarecer que não é antissemita. Ele já fez várias postagens sobre política - e, aliás, apagou algumas delas...

Referências:

http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1553736-7084,00-LISA+GERRARD+QUER+SER+RECONHECIDA+COMO+COMPOSITORA.html

https://www.google.com.br/amp/s/www.rollingstone.com/music/music-features/dead-can-dance-tour-dionysus-new-album-749693/amp/

https://www.google.com.br/amp/s/www.chicagotribune.com/entertainment/ct-xpm-2012-08-15-chi-dead-can-dance-interview-lisa-gerrard-interviewed-20120815-story,amp.html

http://www.bardomethodology.com/articles/2019/09/25/lisa-gerrard-dead-can-dance-interview/

domingo, 22 de setembro de 2019

RELEMBRE A CARREIRA DE DAVID BOWIE NO CINEMA

Por: Juliana Vannucchi e Gabriel Marinho


David Bowie é merecidamente uma das celebridades mais respeitadas do Rock And Roll. Criador de hits memoráveis e de álbuns brilhantes, o artista é respeitadíssimo no meio musical. Mas além de ser um grande compositor, cantor e produtor, ele também já deixou sua assinatura no universo cinematográfico. Selecionamos cinco filmes que contam com a participação do camaleão do Rock. Confira nossa lista!

1. O Homem Que Caiu Na Terra:

Possivelmente o mais marcante dos filmes de Bowie. Em O Homem Que Caiu Na Terra, o camaleão do Rock, que estava cada vez mais popular no período de lançamento desse longa, mostrou que realmente tinha talento para o cinema. Na sinopse do filme, vemos um alienígena que vem á Terra e se infiltra entre os seres humanos para encontrar água para o seu planeta natal. Curiosamente, o roqueiro que interpretou o extraterrestre na história, mais ou menos na mesma época dessa produção, deu vida a um extraterrestre chamado Ziggy Stardust, personagem que o músico encarnou e levou para os palcos, e com o qual fez imenso sucesso no meio musical.

2. O Labirinto: A Magia do Tempo:

Um dos filmes mais memoráveis da década de oitenta (pelo menos entre o gênero de fantasia). Bowie, desta vez, aparece no papel do “Rei dos Duendes”. O roqueiro mostrou uma boa atuação que foi complementada com excelentes canções (como “As The World Falls Down”, “Magic Dance”… ) e ótimos passos de dança. De maneira geral, cantando, dançando e atuando, podemos dizer que Bowie, nesse filme, mostrou sua pluralidade artística, que sempre foi um dos maiores destaques de sua carreira.

Bowie interpretando o Rei dos Duedes.
 3. Fome de Viver:

Dando continuidade aos seus versáteis papéis no cinema, neste filme, ele interpretou um vampiro. Desta vez, Bowie atuou ao lado de uma das atrizes mais respeitadas do cinema, Catherine Deneuve. A história do filme centra-se nos sugadores de sangue, e o longo possui uma caprichada atmosfera noir, além de contar com a participação da banda Bauhaus. Pelo conjunto da obra, uma das melhores obras sobre vampiros de todos os tempos!

David Bowie e Catherine Deneuve no set de filmagens do longa "Fome de Viver".  

4. A Última Tentação de Cristo:

Talvez o filme de maior popularidade do qual David Bowie tenha participado. Dirigido por Martin Scorsese e contando com uma produção grandiosa, A Última Tentação de Cristo conquistou a maior parte da crítica especializada. O longa-metragem chegou a ser indicado ao Oscar e também teve indicação em uma categoria do Globo de Ouro. A história baseia-se na  vida de Jesus Cristo, mas considerando-o sob uma perspectiva mais humana, cheia de sentimentos, como medos e desejos, fatores esses, que causaram imensas críticas e reprovações ao filme por parte de conservadores religiosos. Bowie atuou no papel de Pôncio Pilatos, personagem que no filme, confronta Jesus Cristo  (pois é… ousadia). O músico foi amplamente reconhecido e elogiado por esse papel. Essa foi mais uma grande participação de David Bowie no cinema…

5. Twin Peaks – Os Últimos Dias de Laura Palmer:

David Lynch dirigiu essa produção para tentar amenizar as críticas ao trágico final da série Twin Peaks, que não foi muito bom. Os fãs rejeitaram e consideraram o filme muito abaixo da média e qualidade do seriado. Porém, Lynch contou com um grande nome para o elenco do longa: David Bowie. O roqueiro se deu bem no papel e fez com valesse a pena assistir o filme em questão, ainda que o roteiro não seja tão qualificado.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

SELECIONAMOS 10 FILMES IMPERDÍVEIS PARA QUEM GOSTA DE ROCK AND ROLL

Por: Vannucchi

Caros leitores, sejam bem-vindos a mais uma lista do nosso site. Dessa vez, selecionamos 10 filmes que, de alguma forma, ilustram  parte da história do Rock And Roll. Felizmente caberiam mais títulos aqui, já que há outras produções dignas de destaque, mas embora não tenha sido uma tarefa fácil, escolhemos apenas dez. Confira e deixe seu comentário.

1 - ESCOLA DE ROCK: 

Um filme que apresenta o Rock And Roll em sua essência: a liberdade e a rebeldia. E esses dois elementos se solidificam no Rock em todos os sentidos, seja no âmbito ideológico, seja social, no ritmo, letra ou melodia. Literalmente, esse divertido filme é uma verdadeira lição sobre qual é o espírito do Rock And Roll!

2 - O GAROTO DE LIVERPOOL:

Filme biográfico de um dos maiores ícones (se não o maior) de toda a história do Rock: John Lennon. Narra sua infância e juventude, e oferece ao espectador um mergulho pela vida do músico. A história é bem conduzida e de maneira geral, o longa é bem agradável.

3 - THE DOORS: 

Com uma atuação brilhante de Val Kilmer, o filme explora a história do The Doors, focando na vida do vocalista Jim Morrison. A produção é excelente em sua totalidade, contanto com ótima condução do parte do diretor do filme, um roteiro baseado em depoimentos de músicos da banda e nas biografias do The Doors, e grandes atuações. Uma viagem alucinante pela vida do alucinado Jim Morrison. No entanto, é preciso mencionar que Ray Manzarek, um dos membros da banda, não ficou nada satisfeito com o longa e o criticou negativamente.

Cena do filme "The Doors".

 4 - TOMMY: 

Uma produção psicodélica e imensamente criativa baseada em “Tommy”, ópera Rock da banda The Who. O álbum é uma das obras mais aclamadas e reconhecidas do Rock And Roll. O filme conta com a participação de importantes nomes da música como Tina Turner, Eric Clpaton e Roger Daltrey, vocalista do The Who. 

5 - THE RUNNAWAYS: 

Filme de 2010 que retrata a trajetória da mias popular banda de Rock composta por mulheres. A narrativa nos ajuda a compreender a história desse grupo e assim, mergulhar no fenômeno que foi o Rock durante o período de eclosão deste louvável grupo feminino. 
 
6 - ROCK OF AGES: 

Uma combinação irresistível que une um excelente elenco com grandes músicas de Rock. A trilha sonora conta com músicas de Bom Jovi, Skid Row, Def Leppard, Poison, e entre outros. Uma experiência imperdível para quem aprecia Rock And Roll. 

7 - ALL BY MY SIDE: 

Essa produção explora a vida de Jimi Hendrix. Se passa no final da década de 60 e conta com a direção de John Ridley, mesmo diretor do conceituado filme “12 Anos de Escravidão”. 

7 - DETROIT ROCK CITY: 

O que um fã do KISS não faria para assisti-los? Quer dizer, estamos falando do KISS, uma das bandas mais primorosas do Rock And Roll. Muitos fãs fariam qualquer loucura para vê-los! E o filme retrada exatamente isso, a jornada de quatro garotos fãs da banda que abrem mão de tudo para curtir o bom Rock And Roll dos gênios do KISS. A trilha sonora do filme é composta por músicas de bandas clássicas de Rock, tal como Thin Lizzy, ACDC, Van Halen, Sweet e outras - é uma maravilha à parte!

Detroit Rock City. O filme tem uma trilha sonora espetacular, repleta de clássicos do rock.

8 - SID & NANCY: 

Apesar do pouco tempo de sucesso e de um período de vida curto, Sid Vicious deu o que falar. O sucesso meteórico do Sex Pistols, elevou a vida do músico e o tornou um dos nomes mais conhecidos do Rock And Roll. Esse filme britânico da década de oitenta mostra o cenário Punk da Inglaterra, liderado por Vicious, e mostra sua relação com a groupie Nancy Spungen. O roteiro é baseado em fatos reais. 

9 - OS REIS DO IÊ, IÊ, IÊ: 

Um dos filmes mais clássicos sobre os Beatles, e que é estrelado pelos próprios músicos. Foi premiado no BAFTA e no Oscar. Vale a pena colocar na lista e conferir. Divertido e alegre, tal qual são os The Beatles. 

10 - VELVET GOLDMINE: 

O longa retrata o movimento Glam Rock, através de uma notável produção e de um roteiro repleto de reviravoltas, de muita purpurina e figurinos extravagantes. Mostra também o cenário social no qual o gênero musical em questão se inseriu. A trilha sonora carrega canções de bandas como T-Rex, Roxy Music e Iggy Pop. 

*Texto anteriormente publicado no site Cinema de Buteco (www.cinemadebuteco.com.br).
 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

SEIS BANDAS ALEMÃS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Por: Juliana Vannucchi

A Alemanha, assim como muitos outros países do continente europeu, respira arte em cada esquina. Foi por entre as frias terras germânicas que surgiram alguns dos maiores representantes da literatura, do cinema e da pintura. E foi também nesse mesmo país que nasceram alguns dos mais brilhantes compositores de música clássica, cujo legado é imensamente valioso. E falando nisso, a Alemanha também se destacou com inúmeros músicos e bandas gloriosos de vertentes do Rock And Roll. Abaixo, vou compartilhar com os leitores alguns daqueles que mais aprecio. Vamos lá?

Kraftwerk:

Eu não poderia começar uma lista de bandas alemãs de maneira diferente. Acredito que seja justo dar a largada com um dos maiores nomes da história da música, o Kraftwerk. Existem inúmeros aspectos da carreira dessa banda que poderiam ser destrinchados e examinados. Contudo, o foco desse texto é tecer comentários breves. Assim sendo, vou destacar duas características que explicam a importância dessa banda: a primeira é o fato de que foram pioneiros mundiais da música eletrônica. A segunda, é a genialidade do profundo e reflexivo conteúdo de suas letras que, em suma, abordam temas como a tecnologia e o futurismo, fazendo incríveis analogias sobre a relação entre homem e máquina. O instrumental também é fascinante, sendo caracterizado por uma engenhosidade única. Em minha opinião, é a banda alemã mais original de todos os tempos.

Kraftwerk: Uma das bandas mais geniais e inovadoras que o mundo já conheceu. 
 
Estampie:

O Estampie, pra mim, é uma das mais elegantes bandas alemãs. É daquelas que não podem faltar em nenhuma das minhas playlists! Infelizmente (e injustamente), não são muito populares mundialmente, embora tenham reconhecimento por parte da crítica “especializada”.

Essa banda, em suma, produz músicas medievais e, ao meu ver, é a melhor do gênero – ou, no mínimo, uma das melhores representantes. Suas canções são penetrantes e atuam como verdadeiras pontes para um tempo passado que até hoje intriga a humanidade. Assim, escutar seus álbuns é voltar no tempo e, ainda que de maneira sutil e fantasiosa, vivenciar o período medieval penetrando nele, tanto em seus aspectos sombrios, quanto em suas faces luminosas.

Eloy:

O Eloy é um dos maiores e mais esplêndidos ícones do Rock Progressivo – muito embora as classificações do gênero musical nesse caso sejam meio controversas, pra mim, podemos classificá-los como uma banda de Progressivo – e suas composições são repletas de detalhes e caprichos técnicos cuja aplicação faz com o resultado final possua sempre uma atmosfera profunda e psicodélica.

Deixo aqui uma menção honrosa aos fabulosos acordes de guitarra trocados por Bornemann, que asseguram parte dos mais sofisticados trabalhos artísticos da história da banda. A discografia do Eloy é bem ampla, mas tenho algumas recomendações específicas para quem pretende explora-los: Dawn, Power And The Passion, Time To Turn e Colours. Cada um desses excelentes álbuns convida o ouvinte para uma diferente viagem alucinante!

Eloy: uma das bandas mais inventivas da Alemanha.

Amon Düul II:

O Amon Düul II é um dos mais notáveis e excepcionais representantes do Krautrock. Trata-se de uma banda ousada, potente e criativa, cujos álbuns são impressionantemente cativantes. A sonoridade do Amon Düul II sempre foi traçada por ondas de requintados experimentalismos que se tornaram uma assinatura da banda. O trabalho que mais conheço e que mais admiro é o extraordinário Wolf City, que acredito ser capaz de encantar qualquer ouvinte!Outro álbum que me agrada e que foi o primeiro com o qual tive contato, é o Yeti.

Neu!:

Um mito luxuoso do Krautrock! Sem dúvida alguma, uma das mais extraordinárias bandas alemãs dos últimos tempos. Suas inovações estéticas o levaram a destacar-se por um brilhantismo único! Sugiro aos interessados, que desfrutem o álbum Neu! na íntegra. Garanto que será uma experiência surreal!

Scorpions:

O Scorpions possui em seu currículo algumas das mais aclamadas baladas do Rock And Roll, tal como “Send Me An Angel”, “Wind Of Change” e “Still Loving You”.

Ao longo de sua trajetória, a banda sempre contou com músicos qualificados que garantiram excelentes resultados musicais e não posso deixar de citar o inconfundível e intenso timbre da voz do vocalista Klaus Meine, que é um dos principais marcos da banda. O Scorpions produz aquele tipo de Rock que todo mundo gosta de escutar e que sempre é muito bem-vindo!
Scorpions em ação. A banda de Hanôver é um dos maiores nomes do Hard Rock.
 
*Texto adaptado de: http://www.audiograma.com.br/2018/09/8-artistas-alemaes-que-todo-mundo-deveria-ouvir-agora-mesmo/

sábado, 15 de dezembro de 2018

TOP 12: 12 BANDAS AUSTRALIANAS QUE TODOS DEVERIAM ESCUTAR

Por: Vannucchi (introdução de John Pereira - Audiograma)

Da Oceania para o mundo: essa foi a trajetória de diversas bandas australianas nas últimas décadas e a nossa missão da vez é falar um pouco da música produzida na terra dos Cangurus, aborígenes e da ilha da Tasmânia. Qual seria a melhor forma senão apresentar uma lista? Foi assim que chegamos ao número de dez bandas formadas no País para fazer um resumo do que as cidades de Camberra, Sydney ou Melbourne podem nos oferecer no quesito musical.
Vamos lá?

DEAD CAN DANCE:

Propositalmente, vou iniciar a lista com uma das bandas mais surreais da face da Terra, o Dead Can Dance. Sua habilidade em penetrar profundamente a alma humana é incrível! Escutá-los produz uma espécie de catarse, de transe… proporciona uma sensação de deslizamento para fora do mundo físico de tal forma que, realmente, em relação às suas músicas, penso que “mortos podem dançar”.
As letras da banda também são brilhantes, mencionando com frequência figuras mitologias e religiosas, e servindo-se de uma rara e elogiável linguagem simbólica. Não há dúvidas de que estão entre as maiores proezas musicais da Austrália.

ACDC:

O AC/DC é uma das maiores obras-primas surgidas no Rock And Roll. A banda foi fundada no início da década de setenta pelos lendários irmãos Angus e Malcom Young que, ao longo de suas jornadas musicais, compuseram alguns dos maiores clássicos do Rock, como, por exemplo, “Back in Black” e “Highway to Hell”. O legado e sua influência do ACDC são atemporais!

Michael Hutchence, vocalista do INXS.
INXS:

Essa é daquelas bandas das quais a maior parte das pessoas gosta! É difícil escutar suas músicas sem se deixar envolver pelo agradável timbre da voz do carismático Michael Hutchence.

O INXS ofereceu ao mundo inúmeras músicas cujos encantos não se esgotam e trilhou uma belíssima jornada, até que, infelizmente, a história da banda foi abruptamente interrompida quando Hutchence tirou a própria vida, em 1997.

 THE CHURCH:

Uma banda meiga, daquelas que não pode faltar em discotecagens oitentistas!
As composições do The Church são uma mistura tradicionalismos New Wave com respaldos de música Pop. Apesar de suas qualidades, não possuem nenhum tipo de característica muito específica ou diferenciada. De qualquer forma, “Under The Milk Way” já vale a carreira da banda.
Aliás, falando nisso, no país natal da banda, essa faixa foi considerada a melhor canção dos últimos 21 anos, batendo ótimos concorrentes…

NICK CAVE AND THE BAD SEEDS:

Nick Cave é uma figura sombria, enigmática e fascinante que imortalizou-se nos vários projetos musicais dos quais fez parte, sendo que obteve destaque positivo em todos eles, principalmente ao lado do The Bad Seeds. 

É um artista versátil, capaz de soar poético em uma canção, e estrondoso em outra. Um fato curioso sobre este grande músico australiano, é que ele já foi casado com uma brasileira e viveu em São Paulo durante um período de sua vida. 

MIDNIGHT OIL:

Midnight Oil, uma das bandas australianas de maior destaque.
A banda mais amada dos surfistas e dos “praieiros”! O Midnight Oil tem um estilo muito próprio de compor e suas canções são altamente empolgantes!

É interessante ressaltar que grande parte do trabalho musical da banda carrega como temática a proteção ao meio ambiente e mensagens ecológicas e políticas.

Acho válido destrinchar as letras e conferir suas posturas críticas, já que, infelizmente, nos dias de hoje, a maior parte das composições musicais é arquitetada com letras cujos temas são terrivelmente vazios e clichês! Ainda bem que temos o Midnight Oil!

THE SAINTS:

Não apenas uma das principais bandas de Punk Rock da cena australiana, mas também, de todo o mundo, uma vez que o The Saints deu seus primeiros passos ainda em 1974, ou seja, época dos primórdios do movimento Punk.
A banda (literalmente) arrebentou e fez história com o single “(I’m) Stranded”.

CRIME AND CITY SOLUTION:

Um mito glorioso do Pós-Punk que, desde os primórdios, foi liderado por Simon Bonney, cuja marca é a sedutora voz e sua tonalidade monstruosa e sombria que alia-se com sua postura enlouquecedora em cima dos palcos! A banda se estruturou a partir de resquícios do Punk e da onda Dark, conseguindo criar um tipo de música que navega entre os dois gêneros citados. A melhor fase do Crime & City Solution conta com um dos melhores guitarristas que já existiu: Rowland Howard. 

E claro, eu jamais poderia deixar de citar que a banda fez uma fabulosa participação especial no filme Asas do Desejo, produção mais famosa do cineasta alemão Wim Wenders.

THESE IMORTAL SOULS: 

Banda formada pelos talentosos irmãos Harry e Rowland Howard, no final dos anos oitenta. Bem, considerando que essa dupla brilhante era a base por trás da produção musical, já dá para se imaginar a qualidade do resultado final, não é?

O These Immortal Souls é uma maravilha escrachante e lúgubre, recheada de deslumbrantes acordes de guitarra.

MEN AT WORK:

E aqui temos mais uma pérola da "terra dos cangurus". A banda Men At Work é um dos nomes mais venerados do Pop Rock oitentista.  Balançaram a década em questão com sua sonoridade original que une maravilhosamente, uma atmosfera de Rock And Roll com pitadas experimentais de Reggae. Destacaram-se especialmente pela música "Down Under" que até hoje é frequentemente tocada nas rádios.

BEE GEES:

Um dos maiores ícones dos anos 60 possuem raízes australianas. Não são todos que sabem, mas o Bee Gees também foi composto na terra dos cangurus. A banda deslanchou após o sucesso musical que alcançou com sua participação na trilha sonora do filme "Nos Embalos de Sábado à Noite". Seus hits continuam frequentemente sendo tocados e sua popularidade ao redor do mundo ainda é imensa. Certamente é uma das bandas mais bem sucedidas da Austrália.  
 
SILVERCHAIR (por John Pereira):

Para fechar, uma das bandas mais recentes dessa lista, ainda que não esteja mais em atividade (até segunda ordem). Daniel Johns, Chris Joannou e Ben Gillies apareceram para o mundo durante a década de 90 graças a hits como “Freak” e “Israel’s Son”.

No entanto, o projeto de dominação seria concluído com sucesso após o lançamento de Neon Ballroon, em 1999. Ou vai me dizer que você passou por aquele ano sem ouvir pelo menos uma vez “Ana’s Song” ou “Miss You Love”?

*Texto anteriormente publicado no site Audiograma: http://www.audiograma.com.br/2018/03/10-bandas-australianas-que-todo-mundo-deveria-ouvir/

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CINCO BANDAS ESCOCESAS QUE VOCÊ PRECISA CONHECER

Por: Vannucchi e Marinho

 A parada da vez é na Escócia, a terra do Kilt, do whisky, do monstro do lago Ness e de bandas que marcaram época como The Jesus And Mary Chain e Simple Minds. Além dessas, nossa lista mostra outras seis coisas legais vindas de Edimburgo e suas cidades vizinhas.

COCTEAU TWINS:

Com sua ambientalização onírica e instrumentalismo experimental, o Cocteau Twins se consolidou como uma das bandas mais originais do vasto universo Pós-Punk. As letras das músicas são herméticas e raramente decifráveis, pois é quase impossível compreender o que Fraser está dizendo, sendo que em certas faixas, ela usa uma linguagem “inventada” por ela própria e para aumentar esse "mistério", note-se que os encartes dos álbuns oficiais não disponibilizam as letras. Essa é uma banda extremamente fascinante!

The Jesus And Mary Chain.
THE JESUS AND MARY CHAIN:

A banda mais meiga da Escócia! Suas canções são ímpares e produzem um efeito espetacular nos ouvintes. Convenhamos: os irmãos Reid são simplesmente geniais e esbanjaram talento durante toda a existência do The Jesus And Mary Chain. E é válido destacar que John Reid é responsável por algumas das performances mais alucinantes do Rock And Roll e não é exagero algum dizer que o irmão, por sua vez, compôs algumas das melodias mais sujas, vibrantes e cativantes da história do Rock!

 THE SKIDS:

O The Skids é uma banda de Punk Rock cujos trabalhos musicais navegam pelo tradicionalismo do gênero. Dessa forma, para quem aprecia dosagens dessa vertente musical, com certeza o The Skids soa de maneira agradável. Aliás, eles nasceram justamente no lendário ano de 1977, ano da eclosão do movimento Punk em todo mundo. O single de maior potencial da banda e que lhes assegurou sucesso, chama-se “Into The Valley”. Apesar de terem conquistado reconhecimento público e também por parte da crítica, a carreira da banda foi curta e eles lançaram apenas quatro álbuns entre 1979 e 1981, sendo que neste último ano, o The Skids foi dissolvido. Porém, a boa notícia é que desde meados dos anos dois mil, os membros tem se reunido novamente.

SIMPLE MINDS:

O Simple Minds é responsável por algumas das melhores “baladinhas” dos anos oitenta. A banda surgiu a partir de inspirações do Punk Rock e de influências como Lou Reed, mas trilhou um caminho marcado por afastamento desses referenciais, produzindo músicas mais voltadas à New Wave. A grande explosão midiática que os lançou para o mundo aconteceu em 1985, quando uma música da banda fez parte da trilha sonora do filme O Clube dos Cinco.

The Associates: uma das grandes bandas escocesas.
THE ASSOCIATES:

No início dos anos 80, o The Associates dava as caras ao mundo. Não demorou muito para que a banda se firmasse como um dos grandes clássicos do Pós-Punk europeu, cujas músicas logo repercutiram pelos quatro cantos do globo. Seu grande diferencial era a figura do vocalista Billy Mackenzie que, diga-se de passagem, travou grande amizade com Robert Smith, do The Cure. Falando em Billy, que era o grande nome da banda, infelizmente é preciso citar seu suicídio, ocorrido em 1997.

Claro que além dessas bandas mencionadas acima, ainda há outras que fizeram bastante sucesso, tal como Primal Scream e Travis. Poderíamos fazer uma lista mais longa, mas dessa vez optamos por um recorte de cinco mitos da Escócia. Espero que tenha gostado! Agora é ligar o som e curtir as músicas das bandas que selecionamos! 
 
Texto anteriormente publicado no Audiograma: http://www.audiograma.com.br/2018/04/10-bandas-escocesas-que-voce-deveria-conhecer/

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