Fanzine Brasil

SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

CONHEÇA A ARTISTA SORAYA BALERA:

Por: Marinho e Vannucchi

Nos últimos anos, Soraya Balera tem sido uma das artistas mais conceituadas de Sorocaba (SP), e esse merecido reconhecimento, é fruto do talento único da pintora.

Foi há cerca de vinte anos, que Soraya começou a esboçar suas primeiras telas e, desde então, sua paixão pela arte se tornou cada vez mais intensa, e as pinturas foram sendo feitas com uma frequência cada vez maior. Atualmente, as temáticas de suas produções são notavelmente variadas: ela retrata animais, plantas, flores, figuras abstratas, o sagrado feminino, o cosmos e outros conteúdos. As técnicas também variam entre óleo sobre tela, espátula e acrílico sobre tela. Mas o fato é que qualquer combinação que ela faça entre esses tantos temas e métodos, são sempre fascinantes, pois a imaginação e a inspiração que a artista sorocabana carrega estão sempre vibrando em sua alma de uma maneira rara e especial, e manifestando-se em pinturas belas e envolventes, que são capazes de absorver por completo qualquer um que se disponha a apreciá-las. 

A realidade cotidiana em sua totalidade, com suas dores e alegrias e os mistérios existenciais estão entre suas fontes de inspiração. Somado isso, alguns gênios da pintura como Van Gogh e Monet, e filósofos como Heráclito de Éfeso e Arthur Schopenhauer, estão entre suas principais influências.

Os valiosos e originais quadros feitos por Soraya Balera, lhe renderam três exposições acontecidas em Sorocaba no decorrer de 2019 que, aliás, tem sido um ano imensamente próspero para sua carreira artística. É importante sabermos que mesmo diante de uma atual realidade tão cheia de clichês e produções culturais meramente industriais e vazias, ainda nos restam artistas verdadeiros, tal como Balera, que através do manuseio de seus pincéis, produz imagens criativas, vindas honesta e intuitivamente de seu mais profundo interior. 

Para conhecer melhor os trabalhos da artista, ou para entrar em contato, acesse os links abaixo:

Facebook: Soraya Balera
Instagram: @sorayabalera
E-mail: artesorayabalera@gmail.com
Site: https://sorayabalera.wordpress.com/

Confira a seguir algumas produções artísticas de Soraya Balera:

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente".
Simone de Beauvoir

"A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la".
Arthur Schopenhauer

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível".
Leonardo da Vinci

"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro".
Albert Einstein

domingo, 18 de agosto de 2019

SÓLSTAFIR - ÓTTA:

Por: Juliana Vannucchi

Lançado em 2014, o Ótta é o quinto álbum de estúdio do Sólstafir, banda islandesa de Black Metal que começou a dar seus primeiros passos em meados de 1995 e gravou seu primeiro trabalho de estúdio em 1999.

Os atuais músicos que compõe a banda atualmente são o vocalista e guitarrista Aðalbjörn Tryggvason, o baixista Svavar Austman, o guitarrista Sæþór Maríus Sæþórsson e o baterista Hallgrímur Jón Hallgrímsson, que juntou-se ao grupo mais recentemente, em 2017. 

 A primeira vez que escutei o Ótta foi durante uma visita feita a um querido amigo – que aliás, é um grande conhecedor de Rock And Roll, especialmente do Metal. Esse amigo disse que eu iria gostar das músicas e acertou! Eu comecei a me encantar pela banda especialmente durante a segunda faixa, que carrega o mesmo nome do álbum e, daquele ponto até a última música, fiquei simplesmente maravilhada com o Sólstafir.

O Ótta, de maneira geral, é um álbum intenso, criado a partir de despejos densos de emoção e sentimentos. Suas músicas conduzem o ouvinte a um passeio obscuro através das gélidas paisagens escandinavas e durante este percurso fatal ao qual somos tão envolventemente conduzidos, nos perdemos numa profunda e trágica experiência catártica cujo efeito poderoso nos emerge num processo de limpeza espiritual. 

Capa do álbum: uma imagem sublime e sentimental.

 A sonoridade do álbum oscila brilhantemente entre arranjos compostos por elementos sonoros tradicionais do Black Metal e melodias suaves e obscuras. Essas tão diferentes texturas são exploradas com maestria, algo que certamente, não é um feito simples e exige uma qualificação artística especial por parte dos músicos. E claro, é preciso dizer que essas alterações sonoras consistem num dos pontos mais deslumbrantes do álbum, afinal, garantem a ela uma unicidade diferenciada. O Ótta possivelmente é o trabalhoso mais grandioso e expressivo da belíssima carreira do Sólstafir, que já há algum tempo se firmou com uma das mais talentosas e promissoras bandas do Rock islandês.

O Berdreyminn é a produção mais recente da banda, e foi oficialmente lançado em 2017. É sem dúvida um trabalho musical grandioso e notável, que certos aspectos, é similar ao Ótta, embora eu precise confessar que não encontro nele a singularidade e profundidade presente neste álbum de 2014, que tanto me encantou e que possui a capacidade de me absorver por completo toda vez que o escuto.

CONHEÇA O MÚSICO MATHEUS FERRAZ:

Por: Juliana Vannucchi

“Sem a música, a vida seria um erro”. – F. Nietzsche.


Hoje o site Fanzine Brasil abrirá espaço para falar sobre Matheus de Angeli Ferraz, um jovem músico brasileiro cujo talento é diferenciado e especialmente promissor. Diante de uma atual indústria que é tragicamente tomada por pseudo-músicos cujas produções são clichês e vazias, quando nos deparamos com artistas como Matheus, nos enchemos de esperança e satisfação. Não sei exatamente qual caminho ele irá trilhar em sua vida, mas estou certa de que estará sempre acompanhado de seu dom musical e de sua competência mediante a música, essa grande e importante paixão que o move e o inspira.

Conheci o Matheus através de sua adorável avó, Edna Ivonne Holtz, que assim como o neto e também como eu, sempre foi apaixonada por música. A primeira vez que escutei o Matheus cantar, foi justamente através de uma gravação que a Edna, orgulhosamente, me mostrou e de imediato, assim como a avó,  me encantei com a belíssima e diferenciada voz do menino. Para ser honesta, tanto eu, quanto a Edna ou qualquer outro que o escuta cantar, imediatamente percebe com clareza e certeza que o músico tem muito, mas muito a mostrar ao mundo.

"A música é como uma droga que te faz experimentar sensações, prazeres e sentimentos exclusivos. Para mim algo que faz meu dia é quando descubro uma peça, uma canção ou uma trilha sonora nova”.

Matheus nasceu na cidade de São Paulo, em 1999. É apaixonado por música desde a tenra idade: “Lembro que quando era mais novo escutava muito o Abbey Road, dos Beatles. O CD era do meu pai e rodei ele até riscar”. Além de escutar esse e outros CDs  com frequência ao longo da infância, seu talento começou a se evidenciar cedo, e aos 13 anos, deu seus primeiros passos no estudo do violão. Nessa época, conforme foi aprendendo a tocar o instrumento, seu professor o incentivou a cantar. A partir de então, se aperfeiçoou cada vez como músico. Desde esse período, já se apresentou em eventos escolares e bares, além de ter participado de uma banda. É apaixonado por MPB e Bossa Nova, gêneros que, de maneira geral, são suas principais influências. Admira artistas brasileiros como Gilberto Gil, Tom Jobim, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Elis Regina e também se inspira em nomes internacionais, como Eddie Vedder e Chris Cornell. 

Escutar e tocar música, significa tudo para Matheus e também gera emoções inexplicáveis em muitos outros indivíduos. Sobre o poder singular dessa grandiosa expressão artística, o jovem refletiu: “Acho que como qualquer arte é uma outra forma de se comunicar, porém de uma maneira mais bela e mais expressiva, algo que um simples bate-papo não consegue proporcionar. Fora isso a música pode ser muitas outras coisas, como entretenimento, refúgio ou simplesmente aquele momento em que você coloca seu fone de ouvido ou está num determinado show e se sente realmente conectado (amo quando isso acontece, normalmente quando escuto uma música maravilhosa pela primeira vez). É aquele momento em que só existe você e a música e tudo está pleno, sereno, e é surreal. É, de fato, como uma droga que te faz experimentar sensações, prazeres e sentimentos exclusivos. Para mim algo que faz meu dia é quando descubro uma peça, uma canção ou uma trilha sonora nova”.

Com aproximadamente 15 anos, Matheus decidiu que no ensino superior cursaria Música, fato que se concretizou e atualmente estuda na Unicamp, uma das universidades mais conceituadas do país. A respeito dessa escolha tão importante que fez, comentou: “Foi uma decisão fácil no sentido de que não me imaginava fazendo qualquer outra coisa, mas ao mesmo tempo foi difícil por não ser um curso valorizado e a música, em questões profissionais não é área de atuação fácil”. No futuro, pretende estudar regência e produção musical, áreas que certamente lhe abrirão um leque de oportunidades profissionais. Mas por hora, Matheus me confessou que “prefere aproveitar o momento presente e aproveitar os estudos e aprendizados de agora. O curso está agregando muito e no momento e estou aprendendo a tocar piano e teclado”. As coisas acontecerão na hora certa e seu futuro será escrito aos poucos. Para encerrar meu papo com o Matheus, perguntei o que a música significa em sua vida. A resposta foi profunda e bem criativa: “Quando eu souber responder uma pergunta dessa de uma forma não musical, eu respondo (risos)”.

sábado, 22 de junho de 2019

O REI DO GLITER E SEU ÁLBUM MAIS ICÔNICO

Por: Juliana Vannucchi


O The Slider, lançado em 1972, ao lado do Electric Warrior, pode, certamente, ser considerado o melhor álbum de estúdio do T-Rex. Este foi o trabalho mais comercial da banda, no qual se encontram os famosos hits “Telegram Sam” e “Metal Guru”. Para se ter uma ideia do sucesso e popularidade do The Slider, é válido citar que foram vendidas cem mil cópias em apenas quatro dias.



Nos “bastidores” do álbum, encontra-se o produtor Toni Visconti, que já trabalhou com grandes músicos e bandas, tal como David Bowie, Sparks, Thin Lizzy e Morrisey. O The Slider, de maneira geral, esbanja qualidade do início ao fim. Sua aura Glam transpõe o estado espiritual entusiasmado e criativo do genial Marc Bolan, frontman da banda, que foi um dos compositores mais diferenciados e inusitados do Rock And Roll. Podemos afirmar que o álbum é uma obra-prima visionária e é um dos mais ilustres representantes do Glam Rock, gênero musical que se popularizou principalmente ao longo da década de setenta. Suas faixas são profundamente tocantes, por vezes, introspectivas, sendo assim, capazes de dialogar e provocar os sentimentos do ouvinte. Entretanto, na mesma medida em que dialogam com os sentimentos, também são empolgantes e capazes de fazer qualquer um chacoalhar a cabeça e tirar os pés do chão. Por fim, este é um álbum singular e incomparável que proporciona um deslumbre existencial vigoroso e extasiante. Além do aspecto musical, é importante lembrarmos que Marc Bolan, através deste trabalho, sacudiu a Europa com seu visual extravagante, marcado especialmente por trajes coloridos, pela presença de ornamentos com glitter, pelo uso botas brilhantes e, claro, pelo constante uso de uma cartola que, inclusive, se tornou sua marca. O músico já era popular desde os trabalhos realizados antes do The Slider, mas foi esse álbum que o tornou definitivamente lendário, respeitado e inesquecível. A título de curiosidade, saiba-se que a fotografia presente na capa do álbum foi tirada por ninguém mais, ninguém menos, do que Ringo Star, que nutria uma forte amizade com Bolan.

Johnny Marr já chegou a afirmar que o The Slider foi de grande importância para sua carreira musical e também comentou que a faixa “Metal Guru” mudou sua vida. Gary Numan e Siouxsie Sioux também já declaram o quanto esse álbum os influenciou e, claro, sabemos que muitos outros músicos e bandas o tiveram e o terão como fonte de inspiração, afinal, o The Slider é simplesmente atemporal.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

HEARTWAVE - JESSIE EVANS

Por: Juliana Vannucchi e Gabriel Marinho

2019 está sendo um ano entusiasmante para os fãs de Jessie Evans. No mês de março, a cantora norte-americana divulgou um single gravado com o mexicano Zafiro Zafiro e agora, em junho, a talentosa artista nos presenteou com um novo álbum de estúdio intitulado “Heartwave”. 



O álbum foi produzido por Younick Yvenou e possui um total de dez faixas. As letras navegam por temáticas poeticamente sentimentais e por reflexões profundas. Elementos da natureza também citados - eles frequentemente estão presentes nas letras de Jessie Evans e são claramente uma inspiração grandiosa em sua vida. Instrumentalmente, é bem qualificado. Além da cantora, outros músicos também participaram das gravações do Heartwave: Automne Lajeat gravou o violoncelo, Deborah Saraiva e Gustavo Cecci foram os responsáveis pela percussão e Yvenou gravou a flauta e a guitarra. E válido citar que, Elladina, filha de Jessie Evans, também participou das gravações, cantando (maravilhosamente) na faixa “Hold Onto Me”. 

O Heartwave, de maneira geral, é imensamente envolvente e poderoso. As canções carregam uma sonoridade notavelmente criativa, cujas melodias variam entre um clima tradicional da New Wave e mesclam-se com dosagens de Dark Tropical Pop. Em sua totalidade, também paira uma atmosfera cósmica que assinala ao trabalho um tom único de originalidade. Certamente, o Heartwave representa o auge da preciosa discografia de Jessie Evans que mostra um amadurecimento musical cada vez maior, e um potencial artístico crescente.

> Escute o álbum na íntegra: https://jessieevans.bandcamp.com/

domingo, 16 de junho de 2019

INTERVIEW WITH HARRY HOWARD:

 By: Juliana Vannucchi and Abel Marinho

Harry Howard: Played bass guitar on Crime And City Solution, These Immortal Souls, The Birthday Party and currently plays on the band Harry And The NDE.

1. Harry, could you tell us a little bit about your musical career?

I first started to play with friends in 1978/9. I had inherited Rowland's acoustic on which i would try to work out the theme to Get Smart. i was pretty hopeless (so what's changed,?) I didn't know any real chords so I played bass and sang. I moved to London and became involved in music with my more famous friends and relations like Rowland and Mick Harvey. I never made any money but we travelled the world and became notorious in our way. That's not a bad thing.

2. How was your experience with the Australian Punk scene?

Australias "punk scene" was an opportunity presenting itself. A: you could be hateful toward authority and normality and B: you could achieve this on the cheap with less skill required (attitude and style taking up the slack).

There was plenty of inspiration coming from overseas and Australian bands who were scene makers themselves. The Saints were fabulous, snarling,  garage punk and there was Radio Birman too who really played proto punk / rock n roll stuff.


3. What do you think of the current music scene and what is your opinion for the future?

I'm always hopeful about music. i don't follow what is happening so much as allow the things i like to find me. And they do. I think people find new ways to say things musically and to break rules because of changing technology and because they are people and its in us to do that.

Harry Howard & The NDE.
4. Is Punk still alive? What does it mean to be Punk?

Is 1977 punk rock still an active viable thing? No. Punk is alive in different ways. Punk broke down the demand for highly skilled players and allowed people to make it up for themselves and feel ok about that. i don't think that will ever go away ~ punk reclaimed that for us all ~ nice punk.


5. You have not only lived the scene of Punk movement, but also lived Post Punk scene. How did you see the changes from one musical style to another?


It didn't take long at all before punk morphed into post punk but really that just meant you could be more arty and draw from broader influences from pre punk musicians like Bowie, Roxy Music, Iggy Pop's work, Eno, Can and blues and even reggae etc.

And then Bands like The Boys Next Door, The Young Charlatans, Whirly World, The Laughing Clowns and Crime and the City Solution all became important in my life.


6. I have already seen comments that associate you with the Gothic culture. Do you consider yourself part of this culture?

The gothic scene was never something i never felt involved in. I like some aspects of it but i thought t was a bit embarrassing that i might be identified as part of that.

Gothic is a useful word though and the Gothic Scene certainly doesn't own it.

7. As far as I know, you admire the poet John Keats. What do you like about his poetry?

Keat's theory of negative capability. look it up if you are unaware of it. Being a very lazy scholar i have never pursued my interest in poetry. My loss.

 (...) I have enormous respect for Rowland's talent. it was fabulous to play in bands with him (...)

8. Do you have other literary influences? Which are? And what's your favorite book? Why?  

I have been influenced by so many books from The Odyssey, Don Quixote, Notre-Dame de Paris, Moby Dick, trashy 30's crime novels, private detective type hard boiled prose, science fiction, dystopias, social satire, Victoriana. Never limit yourself to one book. Silas Marner by George Eliot is a very beautiful book which makes my heart ache but i don't have a favourite book.


9. What do you feel when you think about your past and the story you wrote in your whole life?

I feel mildly pleased that i was born me and had my own particular adventures.


10. You already played with The Birthday Party. How was the experience of playing with such a chaotic band?

Yes extremely chaotic certainly, but also quite a civilised intelligent group of people. It was terrifying being on stage with them at first but it is something I have always been proud of.


11. What was it like being part of bands with your brother? You played with him in Crime, These Immortal Souls and briefly with Lydia Lunch in the '90s.  

I have enormous respect for Rowland's talent. it was fabulous to play in bands with him. I consider myself lucky to have had such a high standard of material to contribute to. And I shared all that time and experience with someone dear to me.


12. What are your favorite bands?

All the good ones! (i don't like the bad ones.)


13. Which band would you like to collaborate with?

All the good ones! (and maybe some of the bad ones because they are rich)


14. Has any band in which you played that is more special to you? Why?

All the bands I have played in have been special to me. Because Rowland is no longer here those bands i was in with him are now the most special to me.

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