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SIOUXSIE SIOUX - SOPROS DE VIDA

Grandes homens, assim como grandes tempos são um material explosivo interior do qual uma força imensa é acumulada (....)

“DISCO DA BANANA”- A OBRA PRIMA IGNORADA

Eu sabia que a música que fazíamos não podia ser ignorada

SEX PISTOLS - UM FENÔMENO SOCIAL

Os Sex Pistols foram uma das bandas de Rock mais influentes da história.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

AFINAL, COMO SURGIU O CINEMA?

Um breve questionamento e historio sobre o assunto.

ATÉ O FIM DO MUNDO

Com custos acima de mais dez milhões de dólares, é um filme encantador, artístico, típico das obras de Wim Wenders, realmente, é uma obra fascinante, mais uma certo do diretor alemão.

WOLF CITY - AMON DUUL II

Wolf City é um dos maiores clássicos do Rock Progressivo. É um álbum que celebra magicamente este gênero musical, e que é foi gravado por artistas imensamente talentosos

segunda-feira, 27 de abril de 2015

DAVID LYNCH

Por: Vannucchi

Nascido em 20 de janeiro de 1946 na cidade de Missoula (estado de Montana), Lynch é filho de um pesquisador do departamento de agricultura dos EUA (Donald Walton Lynch) e de uma professora de inglês (Edwina "Sunny" Lynch). Seus avós maternos imigraram da Finlândia para os EUA no século 19, Lynch nasceu e foi criado dentro dos preceitos da religião prebisteriana. Teve uma infância itinerante no interior dos Estados Unidos. Mesmo assim, conseguiu concluir os estudos. Tendo o sonho de ser pintor, especializou-se sobre o tema numa academia de arte. Largou o curso mais tarde e partiu para uma viagem à Europa em busca de inspiração para seu trabalho. De volta ao país de origem, Lynch viu-se na obrigação de trabalhar em ramos que não lhe agradavam. Ao mesmo tempo resolveu retornar aos estudos, entrando na Academia de Belas Artes da Pensilvânia. Em 1967 casou-se com uma colega e teve sua única filha (teria mais dois homens), Jennifer Chambers Lynch, que se tornaria diretora e também tomaria gosto pelo bizarro. Foi ela quem dirigiu o "clássico trash" Encaixotando Helena (1993) (Boxing Helena). Lynch estava totalmente envolvido com artes plásticas, e isso se refletiu na linguagem de seus primeiros trabalhos, que também eram bastante provocadores. Nessa época realizou os seguintes curta-metragens: Six Men Getting Sick (1966), The Alphabet (1968), The Grandmother (1970) e The Amputee (1974).

Em 1971 começou a trabalhar na produção da sua primeira longa-metragem, Eraserhead (1977). E não foi tarefa fácil, tomando cinco anos de sua vida para a sua conclusão, além do final de seu casamento. Eraserhead foi considerado difícil. Na época de seu lançamento poucas pessoas assistiram o filme que já misturava o tão famoso mundo bizarro de Lynch e arte em stop-motion.Anos depois, dirigiu seu primeiro grande filme, O Homem Elefante (1980) (The Elephant Man). Produzido por Mel Brooks (que gostou do que viu em Eraserhead), o longa foi muito bem recebida pela crítica e recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor diretor. Em 1984 Lynch dirigiria a ficção científica Duna, uma superprodução sob a tutela de Dino De Laurentiis. O resultado foi um retumbante fracasso, fazendo com que o cineasta nunca mais se envolvesse em projetos grandiosos. A sua volta por cima seria dada em 1986 com O Veludo Azul (Blue Velvet), thriller com toques de fantasia que deu a Lynch nova indicação ao Oscar da categoria. Além de uma parceria que viria a ser constante com o compositor Angelo Badalamenti. Em 1990 ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes com o estonteante Coração Selvagem (Wild at Heart), protagonizado por Laura Dern e Nicolas Cage.
 
Em 1971 começou a trabalhar na produção da sua primeira longa-metragem, Eraserhead (1977).

Ainda no mesmo ano Lynch faria sua estréia na televisão como criador de uma série que marcou época, Twin Peaks. Tendo como astro o mesmo ator principal de Duna e Veludo Azul, Kyle MacLachlan, a trama gira sobre a morte de uma jovem moradora da cidade que dá título à série. Lynch dirigiu apenas o piloto e cinco dos 29 episódios. Com o sucesso, em 1992 uma versão para o cinema foi lançada, onde mostrava mais detalhes sobre a intrincada trama. Para desespero do diretor, o filme foi um fracasso, arrecadando míseros quatro milhões de dólares. O mistério de Laura Palmer foi o único sucesso na TV de Lynch, mesmo tendo participado da criação de outros seriados. Um desses fracassos seria Mulholland Drive (2001, planejado como série televisiva mas adaptado para o cinema quando os produtores não gostaram do material apresentado. Em 1997, A Estrada Perdida (Lost Highway) chegou aos cinemas. É outro thriller com toques de fantástico e considerado pelos fãs do cineasta como o seu trabalho mais insano. Talvez por causa disso, realiza A História Real (1999) (The Straight Story) logo depois. O filme é diferente de tudo que ele já havia feito, sem quase nenhum elemento bizarro, a não ser pelo fato do protagonista atravessar o país a bordo de um pequeno trator para visitar o irmão - Lynch em "versão calma". Já em Mulholand Drive" voltaria a sua característica principal, com um filme recheado de personagens (muitos deslocados por terem sido desenvolvidos especialmente para a cancelada série de TV) e situações bizarríssimas. Foi o filme que revelou a atriz Naomi Watts e deu a Lynch o prêmio de melhor diretor do Festival de Cannes. Inland Eempire (no Brasil, Império dos Sonhos), seu último longa, é um filme plástico. O filme é como se fosse uma interseção dele com outros filmes e um programa televisivo (Rabbits), este último, o ápice: onde tudo se espelha, e provavelmente tende a chegar, igual a um paraíso desorientado, o qual Susan/Grace (personagens centrais) conquista e contempla - a vencedora, guiada como o filme bruto foi guiado, pela intuição ou magia, numa linda explosão de vingança e libertação.
 
David Lynch sempre está envolvido em projetos. Nunca parou de produzir curtas e quase sempre cria filmes em animação. A internet também foi um caminho que adotou para divulgar o que cria tendo em seu site pessoal um grande acervo de trabalhos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

JAMES DEAN

 

"Um Homem só pode ser um grande homem, se conseguir ultrapassar a barreira entre a vida e a morte, se conseguir fazer com que seu trabalho seja lembrado e valorizado por vários séculos, se realmente o conseguir, esse sim será um Grande Homem".

James Dean. Esse é o nome de um dos maiores mitos da humanidade. Mito é algo que sobrevive ao passar dos anos, é algo que permanece, que dura independentemente do que venha a acontecer na humanidade. E James Dean, com toda certeza, se enquadra nessa discrição do que é um “mito”.

Muito além de um rostinho bonito, Dean foi a voz de uma geração e tornou-se um ícone  da juventude de sua época. A referida geração é a juventude da década de 50, uma legião de jovens oprimidos pelo desespero do pós-guerra, e, que ainda tentavam superar o final e as consequências do conflito. É também nessa década, que, no meio musical surge o Rock and Roll, gênero que encantou milhares de pessoas durante o período. Na moda, o jeans destacou-se. Em meio ao rock, ao jeans, e aos topetes da década de 50, no cinema, estava ele: James Dean, um jovem ator que em pouquíssimo tempo conquistou uma legião de fãs e admiradores.

Dean levou para as telas o papel do jovem rebelde em oposição aos comuns protagonistas perfeitos. Bastaram três filmes para que ele conquistasse os olhares do mundo todo. E isso não ocorreu à toa: ele tinha talento, e tinha talento de sobra, fato que inclusive lhe rendeu duas indicações póstumas ao Oscar. Além de ser excelente ator, tinha uma personalidade forte, e sempre fora muito persistente em sua carreira e vida. James Dean morreu cedo, no ano de 1955 com apenas 24 anos. Mas eternizou-se por toda sua importante representatividade, e competência no cinema. Mais simples é resumir a história do astro da seguinte forma: existia o cinema antes dele, e depois dele.



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

ALEJANDRO JODOROWSKY


Por: Vannucchi

Alejandro Jodorowsky nasceu em Tocopilla, Chile em 7 de Fevereiro de 1929. É cineasta, poeta, escritor, e também psicólogo. Mudou-se para a capital chilena, Santiago, em 1942, para estudar na universidade. Nesse período, Alejandro trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.

No ano de 1955 mudou-se para Paris, onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, chamado "La Cravate". Também em Pari, Alejandro conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos, em em 1962, criaram o Moviment Panique.

O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan (divindade dos bosques, ligada à natureza), fazia performances ao vivo, e misturava o teatro de vanguarda, a literatura e o cinema. Nesta época, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, ele dirigiu peças de vanguarda em Paris e também  na Cidade do México. Além disso, ele criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez o filme Fando y Lis, no ano de 1967, baseado em uma peça de Arrabal.

Jodorowsky é um diretor bem diferente, que gosta de tentar sempre algo novo em suas produções.

Em 1971, Jodorowsky lançou El Topo, um faroeste surrealista, criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o John Lennon, o filme, na época foi amplamente comentado e distribuído na América. Já no ano de 1973, lança The Holy Mountain, filme surrealista, recheado de simbolismo que viria a ser um grande sucesso do diretor.

Em 1975, retorna à França, e tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação do renomado diretor Orson Welles e Salvador Dali, e trilha sonora da banda clássica Pink Floyd. Além disso, o filme contaria com a colaboração visual dos artistas H. R. Giger, Dan O'Bannon e Möebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos EUA por David Lynch.

O próximo filme de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, que conta a história da amizade entre uma garota e um elefante. No início dos anos 1980, Jodorowsky dedicou-se a escrever histórias em quadrinhos. A mais famosa delas com Moebius, e também, nessa mesma época, continuou escrevendo livros. No ano de 1989 voltou ao cinema com Santa Sangre, que foi bastante elogiado pela crítica mundial. E enm 1990 dirigiu Oma Shareef e Peter O'Toole em The Rainbow Thief. Ao longo dessa mesma década, Jodorowsky continuou escrevendo, produzindo quadrinhos, e declarou estar interessado em produzir um filme chamado Os Filhos de El Topo. Em 2013 trabalhou no filme La Danza De La Realidad.

Jodorowsky é um diretor bem diferente, que gosta de tentar sempre algo novo em suas produções, e é uma pessoa muito ligada às diversas formas de arte. O diretor chileno possui uma filmografia com um total de oito filmes, e, com certeza, vale a pena assistir a pelo menos um dos trabalhos de Jodorowsky.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LES AMANTS DU FLORE

Por: Vannucchi

Esse filme francês do ano de 2006, acabou sendo pouco popular no Brasil. Mas é uma preciosidade para estudantes e amantes da Filosofia. Uma viagem pelas brilhantes mentes de Sartre e Simone, e pela imensa sabedoria desses dois grandes pensadores europeus. São duas almas que se atraíram pelas semelhanças, e se completaram com suas diferenças. A Filosofia é capaz de despertar paixão, não somente no que diz respeito ao pensamento, mas no que se refere à inevitável união de dois corações, que, por vezes, se tocam, e nunca mais se separam.

Simone é uma das mulheres mais admiráveis que o mundo já conheceu. Uma filósofa encantadora, com pensamentos à frente de seu tempo, e sem medo de manifestar suas ideias diante de uma sociedade ainda conservadora em determinados aspectos. E Sartre, um dos grandes gênios da Filosofia foi responsável pelo desenvolvimento da corrente de pensamento Existencialista, além de ser um dos maiores representantes da mesma. Além disso, também foi produtor de uma vasta de quantidade de obras essenciais para a compreensão do progresso do pensamento filosófico ao longo da contemporaneidade.
 
Esse filme é um produção valiosa que leva o espectador acompanhar a doce jornada de duas mentes fantásticas que, se uniram por amor, e pela vontade de expor suas

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